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Artigos

Há uma clara relação entre o aumento no risco de complicações no curto e longo prazo de acordo com a quantidade e a frequência do consumo de bebidas alcoólicas.Nesse sentido, não há um consenso sobre a ingestão máxima diária ou semanal que possa ser recomendada sem que tal prática acarrete em prejuízos à saúde. A quantidade recomendada para que os riscos sejam minimizados é fornecida em gramas (g) de álcool puro contido numa determinada bebida. Uma dose-padrão equivale a mesma quantidade de álcool, variando em volume de acordo com o teor alcoólico da bebida.A OMS define uma dose-padrão como 10 g de álcool puro.No Brasil, não temos uma definição oficial para uma dose-padrão. O Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), que é uma das principais referências no país sobre o tema, considera 1 dose-padrão equivalente a 14 g de álcool puro. Aconselha-se um consumo de até 2 doses-padrão por dia ou até 14 doses por semana para homens e até 1 dose-padrão por dia ou até 7 doses-padrão por semana para mulheres.Além dos aspectos relacionados à segurança, acho importante ressaltar que o consumo de bebidas alcoólicas pode ser um fator limitante na perda de peso, especialmente entre as mulheres. Para se ter uma ideia, cada grama de álcool contém 7 kcal, uma quantidade quase duas vezes maior quando comparada ao carboidrato (4 kcal)! Traduzindo em números, 350 ml…
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Quinta, 04 Março 2021 14:47

Dia Mundial da Obesidade

Obesidade é uma doença complexa com forte componente genético (40 a 70%) e grande tendência à recidiva.Atualmente, acomete cerca de 800 milhões de indivíduos de todas as idades e grupos sociais.A obesidade é um dos principais fatores de risco para diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares (infarto do miocárdio e AVC), hipertensão arterial e várias tipos de câncer.Pessoas com obesidade sofrem tanto pela doença em si e todas as complicações associadas ao excesso de adiposidade, como também pelos estigmas e preconceitos vinculados à doença.Por isso, o médico que se propõe a tratar pacientes com obesidade deve ter conhecimento aprofundado sobre a doença para que não iluda o paciente com falsas promessas do tipo: “cura da obesidade”, “método infalível”.Deve ter conhecimento adequado sobre os princípios da dietoterapia para que não seja ludibriado pelos modismos do momento.Deve conhecer o mecanismo de ação, o efeito esperado e também os indesejáveis com os fármacos disponíveis para tratamento da obesidade.Deve igualmente ter tempo suficiente para ouvir todos os anseios, dificuldades e expectativas do paciente em relação a sua doença e ao seu tratamento.O médico, por fim, deve ter, acima de tudo, respeito e empatia pelo doente que muitas vezes chega à consulta desacreditado no tratamento, cansado de sofrer tanto preconceito por ter uma doença pela qual ele não escolheu e até então acredita que a tem por problemas puramente de ordem psicossocial e de caráter!Tratar obesidade…
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Toda perda de peso invariavelmente induzirá uma resposta adaptativa pelo organismo numa tentativa de “frear o processo” e assim evitar uma possível redução dos estoques energéticos, fundamentais para a sobrevivência da espécie. Nesse sentido, ocorre tanto uma redução do metabolismo quanto um aumento do apetite proporcionalmente à perda de peso. Estima-se que para cada kg de peso perdido, ocorra uma redução de 20 a 30 kcal/dia no metabolismo e um aumento no apetite de aproximadamente 100 kcal/dia em relação ao início do tratamento. Sem falar que é necessário um esforço constante do paciente para evitar excessos na ingestão alimentar em decorrência do aumento da vontade por alimentos mais calóricos, ricos em açucares e gordura. Em 2016, foi publicado um estudo que acompanhou os participantes do programa americano para perda de peso “The Biggest Loser” mostrando que, após 6 anos de uma perda de peso inicial significativa, houve uma recuperação de boa parte deste peso com persistência das adaptações metabólicas (redução do metabolismo) apesar da recidiva do peso. Esses resultados reforçam o entendimento de que a obesidade é uma doença crônica, assim como diabetes ou hipertensão, necessitando, portanto, de acompanhamento profissional no longo prazo! Todos os esforços iniciais necessários para obtenção de resultados devem ser ativamente mantidos durante a fase de manutenção de um menor peso! Dra Milene Moehlecke Endocrinologista e Metabologista CRM-RS 33068 RQE 25181 Referências: Relative changes in resting…
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Quarta, 03 Fevereiro 2021 10:01

Mitos e Verdades sobre a Água com gás

Quando o assunto é hidratação, é comum muitos questionamentos quanto ao consumo de água com gás! A água com gás é produzida a partir da adição de dióxido de carbono (CO2) sob pressão, resultando em uma água gaseificada contendo ácido carbônico, que é um ácido fraco. A seguir, confira as dúvidas mais frequentes sobre o consumo de água com gás! 1. Água com gás hidrata tanto quanto a sem gás? VERDADE. De acordo com um estudo realizado para avaliar o poder de hidratação de diferentes bebidas, o consumo de água com ou sem gás produziu o mesmo grau de hidratação quando ingeridas nas mesmas quantidades. 2. Água com gás contém mais sódio? MITO. O processo de gaseificação da água não contempla a adição de sódio. A quantidade de sódio varia de acordo com as diferentes marcas de água mineral. Conforme dados divulgados pela Associação Brasileira de Indústria de Água Mineral (ABINAM), o teor de sódio entre as 13 marcas analisadas variou de 6 a 100 mg/L, sendo essa variação dependente de caraterísticas do solo e da profundidade do aquífero de onde a água é extraída. E, antes que surjam preocupações excessivas, considerando a marca com maior teor de sódio, o consumo de uma garrafa de 500 ml corresponde a apenas 2% das necessidades diárias deste mineral! 3. Água com gás pode ser uma aliada em quem quer controlar o peso?…
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Quinta, 28 Janeiro 2021 09:29

Consumo de café e o fígado

Doença hepática gordurosa não alcoólica, popularmente conhecida como "gordura no fígado", representa a doença hepática mais comum no mundo.Aproximadamente 25% da população apresenta esta condição, podendo chegar a 50% em pacientes com diabetes tipo 2 e a 90% naqueles com obesidade. Pacientes com doença hepática gordurosa não alcoólica estão em maior risco de progressão para as formas graves da doença e também o câncer de fígado.Seu surgimento está intimamente relacionado a um padrão de dieta ocidental, representada pelo consumo de alimentos pobres em fibras e ricos em carboidratos refinados, ultraprocessados, laticínios integrais, refrigerantes e carne vermelha.Por outro lado, a adoção da dieta Mediterrânea, que consiste no consumo regular de frutas e vegetais, grãos, carboidratos integrais, oleaginosas, azeite de oliva e peixe tem mostrado efeito protetor sobre todos os estágios da doença hepática gordurosa não alcoólica, incluindo redução do risco de cirrose e câncer de fígado.Além da adoção da dieta Mediterrânea, diversos estudos têm demonstrado que o consumo de café filtrado (e não o espresso) também apresenta efeito hepato-protetor! Essa diferença entre o benefício visto com café filtrado mas não com o espresso provavelmente decorra do fato de o café espresso conter maior quantidade de sacarose, um açúcar que é quebrado em glicose e frutose, sendo a frutose em excesso associada à fibrose hepática.Interessante também que outras bebidas cafeinadas, como chá verde ou preto, não demonstraram o mesmo benefício visto com…
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