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Artigos

Ao contrário do que muita gente imagina, comer esporadicamente uma quantidade maior de determinado alimento porque está gostoso não representa um episódio compulsivo. O transtorno de compulsão alimentar (TCA) é caracterizado pela ingestão de uma quantidade de comida muito maior do que a maioria das pessoas conseguiria consumir em um período limitado de tempo (1 a 2 horas), acompanhado da sensação de perda de controle, com padrão recorrente (pelo menos uma vez por semana por pelo menos 3 meses), na ausência de comportamentos compensatórios (indução de vômitos ou jejum prolongado), seguido por sentimentos que variam entre culpa, arrependimento e raiva pelo ocorrido. Trata-se de um distúrbio psiquiátrico que acomete cerca de 2% da população adulta chegando a 30% entre pacientes com obesidade! A psicoterapia, especialmente a terapia cognitivo-comportamental, permanece como o tratamento de referência para este tipo de transtorno. Em relação ao tratamento farmacológico, a única droga aprovada pela ANVISA até o momento é o dimesilato de lisdexanfetamina (Venvanse®), agente psicoestimulante do sistema nervoso central (SNC) aprovado apenas para casos de TCA moderado a grave, isto é, indivíduos que apresentam 4 ou mais episódios de compulsão por semana. Esta medicação não é aprovada para tratamento da obesidade sem TCA! Esta medicação atua nos centros de recompensa do SNC, reduzindo a frequência e a intensidade dos episódios de compulsão. Apresenta menor potencial de abuso e uso recreacional pela demora para o…
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Terça, 21 Maio 2019 10:48

Preferências alimentares

Nascemos com uma predisposição genética a determinados sabores, sobretudo o doce, o que pode ser um fator de risco para o consumo excessivo e desenvolvimento de obesidade em ambientes de fácil acesso a alimentos densamente calóricos e altamente palatáveis, como guloseimas, doces e ultraprocessados em geral. Esta preferência naturalmente herdada por alimentos de sabor doce pode ser interpretada como uma adaptação do organismo a períodos de maior escassez de alimentos ocorrida há milhões de anos para sobrevivência da espécie. Entretanto, nos dias atuais, esse mecanismo adaptativo pode contribuir para uma alimentação pouco saudável e ganho de peso. Felizmente, diversos estudos têm mostrado que o desenvolvimento do nosso paladar é maleável, ou seja, nosso cérebro é capaz de se remodelar de acordo com as experiências vivenciadas, o que possibilita uma constante adaptação e aprendizagem ao longo da vida. Quanto mais precoce for a introdução a alimentos saudáveis, maior a aceitabilidade da criança durante a infância e adolescência, podendo-se também modificar as preferências alimentares de acordo com a exposição repetida a determinados alimentos sob diversas preparações e sob diversos contextos. Em adultos as evidências sobre este tema são menores, mas alguns trabalhos mostram mudanças na plasticidade com maior aceitação de novos alimentos após modificações importantes na rotina alimentar. Portanto, apesar de as nossas preferências geneticamente herdadas por doces e a nossa maior rejeição inicial a sabores azedo (presente em frutas cítricas por…
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O desenvolvimento de estratégias e habilidades comportamentais em relação ao controle do peso aumentam a chance de sucesso no longo prazo. Uma destas estratégias é o reforço constante dos resultados obtidos com o tratamento pois os pacientes tendem a se concentrar no que não conseguiram, em vez daquilo que já foi obtido. Nesse sentido, ao contrário da fase de perda de peso, durante a qual a recompensa externa é mais óbvia e imediata, a fase de manutenção tem menos dessas recompensas explícitas e a motivação para manter os resultados obtidos acaba sendo um desafio. Por isso, é importante registrar e retomar todas as mudanças positivas ocorridas desde o início do tratamento. Alguns aspectos incluem melhora do condicionamento físico, da mobilidade, das dores articulares, nível de energia, da auto-estima e do bem-estar geral, além da melhora em relação às medidas clínicas objetivas de saúde como a queda da pressão arterial, redução da glicemia e dos níveis de colesterol. Além disso, fotografias mostrando as mudanças corporais durante todas as fases do processo de emagrecimento auxiliam na motivação e manutenção dos novos hábitos. Referência Med Clin North Am. 2018 January; 102(1): 183–197
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Um dos maiores estudos sobre medidas para prevenção do diabetes, o Diabetes Prevention Program, mostrou uma redução de 58% no risco de diabetes com mudanças no estilo de vida durante aproximadamente 3 anos de acompanhamento. As metas para as intervenções no estilo de vida foram: Quando cada meta foi avaliada individualmente, a perda de peso foi o principal preditor de redução na incidência de diabetes: para cada 1 kg de perda de peso, houve uma redução de 16% no risco de diabetes, conforme ilustrado na figura acima! Entre os participantes que conseguiram atingir a meta de atividade física, a redução do risco foi de 44% durante os 3 anos de acompanhamento. Dentre aqueles que conseguiram obter uma perda de peso superior à meta de 7%, combinada às metas de exercício e redução da gordura da dieta, a redução do risco foi superior a 90%! Embora este trabalho seja antigo, os resultados mostram que não é necessário atingir um “determinado IMC ou peso ideal” para se obter benefícios em termos de saúde em geral. Neste estudo, indivíduos que conseguiram manter uma perda de 5 kg durante os 3 anos de acompanhamento apresentaram uma redução do risco de progressão para diabetes de 55%! Já um aumento na atividade física, além de contribuir para a manutenção da perda de peso no longo prazo, reduz de forma independente o risco de diabetes!! Referências: 1. …
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Indivíduos com obesidade apresentam tanto um excesso de tecido adiposo (massa de gordura) quanto de massa muscular em relação àqueles com peso normal, como exposto na figura acima. Portanto, durante o processo de emagrecimento, é esperado que ocorra uma perda de ambos, gordura e músculo. Entretanto, perda de grandes quantidades de massa muscular em relação à de gordura podem comprometer a manutenção do novo peso tendo em vista a íntima relação do músculo com o metabolismo basal, principal componente do gasto calórico diário. Dessa forma, a proporção considerada adequada durante a fase de emagrecimento é de 70 a 80% da perda de peso como gordura e 20 a 30% como massa muscular. A realização de uma dieta restritiva isoladamente pode acentuar essa perda de massa muscular, comprometendo a manutenção dos resultados no médio e longo prazo. Já uma dieta hipocalórica com uma ingestão adequada, mas não excessiva, de proteína combinada à realização regular de exercícios, sobretudo os de força como a musculação, contribuem para a maior preservação da massa muscular, além de melhorar a força durante esta fase de perda de peso!! Referência Adv Nutr 2017;8:511–9
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