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Artigos

O zumbido é uma queixa frequente no consultório, acometendo entre 10 a 15% da população em geral, especialmente indivíduos a partir dos 40 anos. O zumbido pode ter origem em qualquer estrutura do sistema auditivo, acometendo principalmente a cóclea. Na maioria dos casos, os ruídos aparecem como consequência de um processo de perda auditiva, mas podem ser causados pelos mais variados problemas de saúde e hábitos de vida. A glicose tem grande influência como um dos principais elementos na manutenção da atividade funcional da orelha interna, sendo particularmente sensível a pequenas variações nos níveis plasmáticos de glicose e de insulina. Dessa forma, alterações no metabolismo da glicose podem comprometer o adequado funcionamento das células da audição e do equilíbrio, resultando em zumbido, tonturas, dentre outros. Importante ressaltar que estes sintomas podem surgir em pacientes com pré-diabetes, uma condição de elevado risco de progressão para o diabetes. Já pacientes com diagnóstico instalado de diabetes podem ter sintomas auditivos também em decorrência da neuropatia diabética. Além das alterações no metabolismo da glicose, alterações no perfil lipídico e da pressão arterial também podem contribuir para o comprometimento vascular e a redução do fluxo sanguíneo coclear. Por isso, quando a causa presumida do zumbido é metabólica, o tratamento deve ser direcionado à correção dos fatores precipitantes: controle da hiperglicemia / hiperinsulinemia, assim como do perfil lipídico e da pressão arterial. Nestes casos, a adoção…
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Segunda, 05 Outubro 2020 10:00

Mais nem sempre significa melhor

A solicitação excessiva e indiscriminada de exames vem crescendo de forma alarmante nas últimas décadas, com repercussões tanto para o paciente quanto para o sistema de saúde.Supervalorização dos exames em detrimento a uma boa anamnese e exame físico, desconhecimento do custo dos procedimentos, postura médica defensiva, insegurança ou inexperiência profissional, desenvolvimento e disponibilidade de novos testes são algumas das justificativas para este crescimento desenfreado no pedido de exames.Com frequência, os pacientes entram em contato previamente para realizarem exames de “checkup” com vistas a otimizar a consulta médica e percebo que muitos ficam frustrados quando respondo que a solicitação de exames vai depender de inúmeros fatores, a considerar idade, histórico de doenças, história familiar, etc.Apesar de os exames fornecerem informações que podem ser válidas para fins diagnóstico, prognóstico, preventivo, estabelecimento de riscos para determinadas doenças, assim como para evitar procedimentos complementares mais complexos e invasivos, a sua solicitação deve ser individualizada.Conforme estudo realizado no Brasil com pacientes atendidos em um ambulatório de clínica geral de um hospital universitário, quase 90% dos diagnósticos foram realizados apenas com uma boa entrevista e achados ao exame físico e apenas em 13% dos casos os exames complementares contribuíram para a elucidação diagnóstica.Portanto, a solicitação racional de exames contribui para o exercício de uma medicina de excelência, reduzindo desperdícios e, principalmente, reduzindo situações geradoras de ansiedade para o paciente.Desconfie sempre de profissionais que solicitam exames em…
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Este, sem dúvida, é um medo frequente dos pacientes que iniciam um tratamento para perda de peso. “Efeito rebote” é popularmente reconhecido como a recuperação do peso após a suspensão da medicação para tratamento da obesidade.Nesse sentido, o entendimento de que a obesidade é uma doença crônica com grande tendência à recidiva ao longo do tempo é fundamental.A redução da ingestão alimentar (déficit calórico) necessária para induzir uma perda de peso acarretará uma série de adaptações, metabólicas e hormonais, que levarão ao aumento da fome e também do apetite. Estas adaptações ao processo de emagrecimento ocorrem com ou sem medicação, basta que o indivíduo emagreça para que elas aconteçam.As medicações prescritas, em geral, auxiliam no controle sobre a ingestão alimentar aumentando a saciedade e/ou reduzindo o apetite. Considerando que estas medicações não atuam de forma definitiva no organismo, a suspensão das mesmas favorece sim o aumento da ingestão alimentar e com isso a recuperação do peso eliminado.Por isso, o tratamento farmacológico costuma ser mantido no longo prazo, sob supervisão periódica com o médico especialista.Respondendo então à pergunta inicial: Não são as medicações usadas para o tratamento da obesidade as responsáveis pelo “efeito rebote”, mas sim a suspensão das medidas instituídas até então para obtenção da perda de peso, e estas incluem controle da alimentação, realização regular de exercícios E medicamentos, somadas às mudanças hormonais que favorecem o retorno ao peso…
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Para pacientes com sobrepeso (IMC ≥27 kg/m²) e doenças associadas ou para aqueles com obesidade (IMC ≥30 kg/m²), as opções atualmente disponíveis para perda de peso são: liraglutida (Saxenda®), sibutramina e orlistate. A metformina é uma medicação classicamente usada para o tratamento do diabetes tipo 2. Nestes pacientes, além do seu efeito antidiabético, alguns pacientes podem apresentar uma perda de peso discreta. Os estudos que avaliaram o efeito da metformina sob a perda de peso como desfecho principal em pacientes SEM DIABETES mostraram resultados nulos ou reduções pouco expressivas de peso, com perdas variando entre 0,5 até 2 kg em relação ao placebo.Por isso, a prescrição de metformina como agente primário para perda de peso não foi aprovada pela agência americana reguladora de medicamentos (FDA, Food and Drug Administration). Da mesma forma, as principais sociedades mundiais, Endocrine Society e American Association of Clinical Endocrinologists, assim como a ANVISA não recomendam o uso de metformina como monoterapia para pacientes com obesidade sem complicações metabólicas, uma vez que seu uso para indivíduos sem resistência à ação da insulina está associado a uma perda inferior a 5% do peso! A terapia com metformina pode ser uma opção razoável para indivíduos com pré-diabetes, uma condição associada a maior risco de evolução para o diabetes, que não responderam satisfatoriamente a outras intervenções para perda de peso! Por fim, a prescrição de medicamentos não aprovados para…
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É comum o desejo dos pacientes de querer emagrecer e ganhar massa muscular simultaneamente.Mas isso é possível?Independentemente do tipo de intervenção realizada (dieta hipocalórica ou cirurgia bariátrica), a perda de peso invariavelmente associa-se à perda de massa muscular.Portanto, a perda de massa magra é um evento esperado do tratamento. Entretanto, a proporção considerada tolerável é de até 20 a 30% de perda como massa muscular, sendo o restante de gordura. Perdas maiores associam-se a reduções mais significativas do metabolismo, o que pode dificultar a manutenção do novo peso no longo prazo, além de aumentar a flacidez, um efeito que clinicamente é bastante indesejado.Embora seja difícil de evitá-la, algumas estratégias podem minimizar esta perda, tais como a prática regular de exercícios, em especial os de força, como a musculação, durante o processo de emagrecimento e uma ingestão adequada (não excessiva) de proteínas de alto valor biológico!!
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