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Artigos

Diversas medidas antropométricas, como a circunferência da cintura, o índice de massa corporal (IMC) e a relação da cintura-quadril, têm sido testadas com o objetivo de estimar a gordura total e, com isso, avaliar o risco de doenças, sobretudo doença cardiovascular e diabetes.O mais amplamente utilizado na prática clínica é o IMC, que leva em consideração o peso (kg) pela altura (m) ao quadrado, por ser simples e fácil de calcular. O IMC em geral apresenta uma boa correlação com o risco de outras doenças associadas ao excesso de peso, como diabetes tipo 2, fígado gorduroso, apneia do sono, doença cardiovascular, dentre outras.O IMC, entretanto, tende a ser menos preciso em determinados grupos de pacientes, como em idosos, em que a perda de massa muscular relacionada à idade (sarcopenia) pode levar à subestimação do percentual de gordura, e em indivíduos musculosos que normalmente apresentam um IMC mais elevado, mas às custas de massa magra.Uma outra limitação do IMC é não refletir a distribuição da gordura corporal. Para indivíduos com excesso de peso, a localização do excesso de gordura é importante na estimativa de risco deste indivíduo.É sabido que o risco de doenças como infarto do miocárdio, hipertensão arterial, doença hepática gordurosa e diabetes, está intimamente relacionado à quantidade de gordura abdominal (visceral ou central), independentemente da gordura corporal total. Dessa forma, indivíduos com o mesmo IMC podem apresentar percentuais diferentes…
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Tanto quanto a epidemia de obesidade, tem crescido o número de indivíduos com privação crônica de sono. De acordo com os resultados de uma pesquisa nacional, cerca de 60% dos brasileiros dormem entre 4 a 6 horas e 75% reconhecem que estão privados de sono. Apesar de variações na definição, considera-se como adequado, para adultos, entre 6 a 9 horas diárias de sono.Inúmeros estudos observacionais têm descrito uma relação entre ganho de peso com menor duração do sono e também com um sono de qualidade ruim.O indivíduo que dorme pouco apresenta aumento da fome e da vontade por alimentos densamente calóricos, como aqueles ricos em açúcar e gordura, em decorrência da redução dos níveis de leptina e aumento dos níveis de grelina. Além das alterações hormonais, alguns estudos têm sugerido que a privação do sono estimula o centro de recompensa no córtex frontal, fazendo com que o indivíduo sinta mais prazer quando em contato com determinado alimento e, consequentemente, menor controle sobre a ingestão alimentar.Além disso, permancer mais tempo acordado facilita a busca pelo alimento, o que também contribui para o aumento da ingestão calórica.Ainda, dormir pouco bem como ter um sono fragmentado aumenta a sensação de cansaço e indisposição, reduzindo a probabilidade de o indivíduo engajar-se em atividades que aumentem o gasto calórico, como o exercício físico programado e as atividades de lazer.As alterações hormonais identificadas em indivíduos com…
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Sabemos que a obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura em decorrência de um desequilíbrio entre o consumo e o gasto calórico em indivíduos geneticamente predispostos. Nesse sentido, o tratamento tem por objetivo favorecer um balanço energético negativo por meio de uma restrição na ingestão calórica associada a um aumento do gasto energético. Acontece que a restrição alimentar aumenta a sensação de fome, podendo comprometer os resultados de perda de peso no longo prazo.Por isso, estratégias que possam auxiliar no controle da fome, saciação e saciedade através da modulação da densidade energética e do volume dos alimentos, têm sido estudadas.Primeiramente, a densidade energética corresponde à quantidade de energia contida em determinado alimento, expressa como calorias por grama (kcal/g). Por exemplo, a gordura aumenta mais a densidade energética de um alimento (9 kcal por grama) do que o carboidrato e a proteína (4 kcal/grama). Já a água e as fibras reduzem a densidade energética mas aumentam o volume total do alimento.Além disso, quando falamos em regulação do apetite, dois conceitos são importantes: saciação e saciedade.Saciação refere-se ao tempo entre o comer e o sentir-se satisfeito. A saciação ocorre em decorrência do enchimento e distensão das paredes do estômago após ingerir determinado alimento ou uma refeição. Já a saciedade é definida como o intervalo entre acabar de comer e voltar a sentir fome, como ilustrado na figura abaixo.Indivíduos…
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Quinta, 11 Outubro 2018 14:57

A teoria do set-point no controle do peso

O peso corporal é mantido em um nível relativamente estável através do equilíbrio dinâmico entre a ingestão e o gasto calórico.Em relação à ingestão alimentar, comemos conforme as necessidades metabólicas do organismo (comer homeostático) e por questões emocionais, comportamentais e cognitivas (comer hedônico ou emocional). O comer hedônico refere-se às influências de fatores cognitivos e emocionais relacionados à recompensa com a comida. Nesse sentido, de acordo com o ambiente, o comer hedônico pode exceder o comer homeostático, levando o indivíduo a comer além do estritamente necessário.A teoria do set-point foi desenvolvida para tentar explicar as mudanças no peso em indivíduos submetidos à mesma ingestão calórica. De acordo com esta teoria, o indivíduo possui mecanismos de adaptação na eficiência energética dos processos metabólicos, tornando-os mais ou menos dispendiosos, conforme necessário, para manter os depósitos de gordura e o peso corporal.Como exemplo, em um ambiente onde há livre acesso a alimentos palatáveis e densamente energéticos, como os alimentos ultraprocessados, o consumo além das necessidades metabólicas ativará os mecanismos que aumentam o gasto calórico do indivíduo (ajuste do set-point) de forma a manter o seu peso corporal relativamente estável.Já indivíduos que apresentam falha na ativação em algum destes mecanismos compensatórios ganharão peso mediante a mesma ingestão calórica, estabelecendo assim um novo set-point maior.Dada a importância do armazenamento de energia para sobrevivência e capacidade reprodutiva para nossos antecessores há milhões de anos em que…
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Terça, 11 Setembro 2018 14:56

O peso da balança

Acompanho muitos pacientes que desejam emagrecer, mudar de vida em busca de saúde e leveza. Alguns motivados pela saúde, outros pela pressão da estética ou até mesmo por algum evento importante em suas vidas, tais como: casamento, formatura, etc. Mas o que chama a atenção são os fatores motivacionais que impulsionam a tomada de decisão, o que desacomoda e mobiliza o desejo de sair deste lugar, de onde se está.Independentemente do motivo, compreendo que este caminho começa pela balança. Antes mesmo de tomar a decisão de iniciar o tratamento, seja ele qual for e, não pretendo abordar aqui a eficácia de nenhum método de emagrecimento, o paciente se depara com a balança. É comum, inclusive, ouvirmos frases do tipo, “brigo com a balança deste sempre”, “tenho uma batalha travada com a balança”, “tenho medo de me pesar”. Essas e outras afirmações me fazem acompanhar o sofrimento que é essa relação entre o peso e a balança.No início do tratamento, a balança serve como norteador para direcionar a conduta médica e nutricional mais apropriada, de acordo com as necessidades de cada um. Serve também para orientação daqueles que nem sabem o excesso de peso que têm. Que há anos já não se pesam, pois no fundo sabem ou imaginam sua condição, mas tudo tem seu tempo de ser encarado. Muitos são os pacientes que recebo e que não fazem ideia do…
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