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Artigos

A auto-imagem corporal corresponde à percepção do indivíduo quanto ao tamanho e às suas formas corporais associada aos sentimentos de que essa representação possa ocasionar. De forma sucinta, representa a relação entre o corpo e os processos cognitivos como crenças, valores e atitudes individuais, que podem ser influenciados pela mídia, pais e amigos.A correta percepção da imagem corporal na adolescência é um tema de suma importância tendo em vista que esta é uma fase de transição, com mudanças corporais constantes, em que os adolescentes se tornam mais vulneráveis às influências externas.A distorção da auto-imagem nesta fase da vida está associada a um maior risco de distúrbios de humor, como depressão e ansiedade, e transtornos alimentares, como anorexia, bulimia e compulsão alimentar.Conforme alguns estudos, as taxas de insatisfação com a imagem corporal nessa faixa etária alcançam cifras tão altas quanto 70%, sobretudo entre meninas e indivíduos acima do peso. Meninas adolescentes insatisfeitas com seu peso apresentam um risco 4 vezes maior de transtornos alimentares, de acordo com um trabalho americano.O estudo sobre a auto-imagem corporal publicado recentemente, no qual sou uma das autoras, teve como objetivo avaliar o grau de concordância entre o estado nutricional e a auto-imagem entre adolescentes brasileiros. Foram incluídos jovens entre 12 e 17 anos de idade participando do Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (“ERICA”), um estudo nacional que coletou dados de várias cidades brasileiras totalizando…
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Mais um estudo publicado recentemente, dessa vez pelo grupo de pesquisadores norueguês, sobre os efeitos do jejum intermitente na perda e manutenção do peso e melhora dos parâmetros metabólicos.Diferentemente do estudo americano publicado em 2017, este estudo avaliou a perda de peso e os desfechos metabólicos em pacientes de alto risco cardiovascular, além da percepção de fome nos indivíduos submetidos ao jejum intermitente.O termo “Jejum intermitente” é usado para definir uma série de padrões de alimentação em que pouca ou nenhuma caloria é consumida por períodos de tempo variáveis. Atualmente existem diversos protocolos para a realização de jejum intermitente, sendo um dos mais estudados o protocolo 2:5, ou seja, 2 dias de consumo equivalente a 25% das necessidades energéticas intercalados com 5 dias de alimentação sem restrições.Neste estudo, foram incluídos 112 participantes com obesidade abdominal, definida por uma circunferência da cintura maior ou igual a 94 cm para homens e 80 cm para mulheres, e mais um dos seguintes componentes (níveis de triglicerídeos ≥150 mg/dL, HDL baixo – menor do que 40 mg/dL para homens e 50 mg/dL para mulheres, pressão arterial sistólica ≥130 mmHg e/ou diastólica ≥85 mmHg e glicemia de jejum ≥100 mg/dL). Não foram incluídos indivíduos com diabetes em uso de insulina ou análogos do GLP1, como a liraglutida, nem pacientes com transtornos alimentares e psiquiátricos em geral.Estes pacientes foram divididos em 2 grupos: grupo do jejum…
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Problemas com o álcool podem ocorrer entre 10 a 20% dos pacientes submetidos à cirurgia bariátrica.Alguns estudos sugerem que a cirurgia bariátrica possa aumentar o risco de transtornos com o álcool (uso abusivo e dependência) por alterar o metabolismo do álcool após o procedimento. De fato, muitos pacientes referem maior sensibilidade ou menor tolerância aos efeitos do álcool após a cirurgia. Isso porque a cirurgia bariátrica, em especial o bypass gástrico ou cirurgia de desvio do trânsito intestinal, aumenta a absorção do etanol após a sua ingestão, elevando rapidamente a sua concentração na corrente sanguínea. Dessa forma, os pacientes manifestam mais facilmente os sinais de embriaguez durante e logo após o consumo.O risco de transtornos com o álcool é maior especialmente entre indivíduos mais jovens com histórico de problemas com o álcool ou outras drogas de abuso antes da cirurgia. Além disso, a presença de problemas psiquiátricos, especialmente depressão, transtorno de ansiedade e de compulsão alimentar e uma história familiar de dependência são fatores de risco adicionais.Conforme um estudo realizado em mulheres submetidas ao bypass gástrico, o pico de concentração do álcool na corrente sanguínea foi aproximadamente 2 vezes maior assim como os sinais de embriaguez em relação ao grupo de mulheres controles (sem terem sido submetidas à cirurgia). Neste mesmo experimento, o pico de concentração de álcool após a ingestão de 2 drinks excedeu o limite considerado pelo Instituto…
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Muitos pacientes ficam em dúvida sobre o que fazer durante as férias em relação ao controle do peso, pois este é um período em que a maioria das pessoas relaxa e aproveita para comer e beber à vontade.Durante as férias, normalmente saímos da nossa rotina, por isso estabelecer metas mais razoáveis parece ser a melhor saída.Procure manter o peso em vez de perdê-lo! Volte a concentrar-se no emagrecimento no retorno.Importante entender que não comemos apenas por fome. O ato de comer envolve aspectos sociais, emocionais e culturais. Por isso, é importante socializar e experimentar novos alimentos quando estamos viajando e conhecendo outra cultura. Dessa forma, podemos fazê-lo em porções pequenas e as dividindo com o cônjuge ou amigo.Além disso, é possível levar na viagem lanches pouco calóricos para evitar os beliscos indesejáveis ao longo do dia.Por fim, o aumento do gasto calórico com atividades prazerosas durante as férias ajuda na queima das calorias extras que normalmente ingerimos quando estamos fora da nossa rotina.Antes de viajar, planeje suas metas de alimentação e de atividade física. Planejar facilita o cumprimento dos seus objetivos.E lembre-se de que a cada viagem vamos aperfeiçoando as estratégias para controle do peso. Entenda que o controle do peso é uma habilidade que requer tempo e experiência, além de muita prática para desenvolver novos comportamentos e capacidades.Aprenda com as suas experiências. Avalie o que o ajudou e o…
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Terça, 26 Março 2019 14:46

Vacinação no paciente com diabetes

Uma das formas mais efetivas de se reduzir o risco de infecções é através da imunização.Pacientes com diabetes podem apresentar alterações no sistema imunológico com maior risco de complicações, hospitalizações e mortalidade após uma infecção por influenza (gripe) e pneumococo. A influenza é uma infecção viral aguda de elevada transmissibilidade.Por isso, recomenda-se que pacientes com diabetes sejam vacinados contra o vírus influenza uma vez por ano durante o outono.Importante ressaltar que a vacina contém cepas inativadas, fragmentadas e purificadas do vírus Myxovirus influenzae, sendo portanto bastante segura, não conferindo risco de causar gripe ou outras doenças respiratórias.Outra vacina fortemente recomendada é contra o pneumococo (Streptococcus pneumoniae), uma bactéria causadora de doenças como pneumonia, meningite, otite e septicemia (infecção generalizada). A vacina contém polissacarídeos capsulares bacterianos purificados, não contendo nenhum componente viável.Pacientes com diabetes são mais suscetíveis a infecções pneumocócicas e estão em risco aumentado de complicações com esta infecção, especialmente aqueles com mais de 65 anos, com doença cardiovascular, pulmonar e renal crônica.Por isso, todos os pacientes devem receber uma dose única da vacina conjugada pneumocócica 13-valente. Para aqueles com mais de 65 anos que receberam uma dose antes dessa idade devem receber um reforço.A vacina pneumocócica pode ser administrada com outras vacinas (por meio de uma injeção separada em outro sítio anatômico) sem aumento dos efeitos colaterais ou diminuição da eficácia.Ambas as vacinas estão disponíveis gratuitamente para pacientes com…
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