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Artigos

Um experimento bastante interessante conseguiu reproduzir o que intuitivamente sabemos quando fazemos compra no mercado com fome.Estudo conduzido na universidade de Johns Hopkins, Baltimore / EUA, avaliou a capacidade de concentração dos participantes para a execução de tarefas relativamente simples conforme a figura abaixo.Os participantes foram instruídos a descrever, tão rapidamente quanto possível, os símbolos (letras e números) em ordem em que apareciam enquanto imagens de comida e de objetos inanimados eram simultaneamente mostradas.Imagens contendo alimentos ricos em gordura e açúcar, como sorvetes, bolos, cachorros-quentes, distraíram a atenção, interferindo no desempenho da tarefa mais frequentemente do que imagens de frutas, saladas ou objetos não relacionados à comida.Ainda, os investigadores repetiram o mesmo experimento após os participantes terem recebido um lanche rico em açúcar e gordura: uma barrinha de doce.O interesse pelas imagens de alimentos altamente calóricos reduziu e o desempenho dos participantes melhorou significativamente após este pequeno lanche.Este estudo demonstra como a nossa atenção pode ser plenamente distraída por estímulos externos, como alimentos densamente energéticos e palatáveis (ricos em açúcares e gorduras), sobretudo quando estamos com fome, e que esta distração ocorre de forma não intencional.Por isso, fazer um lanche antes de ir ao mercado, por exemplo, reduz o risco de você comprar um chocolate quando na verdade o objetivo era um brócolis para a janta.Fazer escolhas mais saudáveis pode ser muito difícil quando a barriga está roncando!Referência The capture…
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Estima-se que apenas 20% dos indivíduos com obesidade conseguem manter uma perda de peso superior a 10% do peso inicial por pelo menos 1 ano.Mesmo parecendo pouco, uma perda superior a 5 a 10% do peso inicial, desde que mantida, é considerada suficiente para melhorar diversos parâmetros metabólicos.Embora não exista um consenso sobre a melhor definição do que seria considerada uma perda de peso efetiva ou suficiente, algumas definições têm sido usadas para a fase de manutenção:Alguns fatores têm sido associados a maior chance de manutenção do peso no médio e longo prazos.O The National Weight Control Registry (Registro Nacional de Controle do Peso Americano) consiste no maior banco de dados de pacientes que perderam peso e o mantiveram no longo prazo. O objetivo é tentar identificar nestes indivíduos os fatores associados a maior chance de manutenção do peso, fornecendo informações sobre as estratégias usadas para alcançar e manter a perda no longo prazo.Estes participantes perderam em média 33 kg com manutenção desta perda por pelo menos 5 anos e relataram mais frequentemente: 1. Autopesagem regular (1 ou 2 vezes por semana); 2. Maior nível de exercício físico (aproximadamente 1 hora/dia); 3. Manutenção de uma dieta hipocalórica, com manutenção do padrão alimentar relativamente semelhante entre a semana e nos finais de semana; 4. Ingestão regular de café da manhã e 5. Tempo em frente à TV inferior a 10 horas…
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Segunda, 23 Abril 2018 14:44

Quantos anos a menos de vida você tem?

Conforme as estatísticas mais recentes, nos últimos 15 anos, houve um aumento de 48% na prevalência de obesidade entre os americanos, sendo estimada em 5 a 15% a mortalidade anual em decorrência dessa doença. No Brasil, o número de pessoas acima do peso aumentou em 26% nos últimos 10 anos, acometendo atualmente 52,5% da população.Estipula-se que o aumento da expectativa de vida ao longo dos últimos 20 anos possa chegar ao fim pelo crescente aumento na prevalência mundial da obesidade.Para tentar avaliar o efeito do excesso de peso individualmente sobre o risco de morrer, pesquisadores americanos desenvolveram uma calculadora de risco baseado nos anos de vida esperados para uma pessoa com o peso adequado menos os anos de vida esperados pelo excesso de peso, ou seja, a redução da expectativa de vida atribuível à obesidade.Para o diagnóstico de sobrepeso e obesidade com seus diferentes graus, o índice de massa corporal (IMC) foi calculado. Os anos de vida perdidos devido ao excesso de peso foram calculados para diferentes idades e separadas pelo sexo (homens x mulheres) e ajustados entre tabagistas ou não.Para indivíduos com IMC superior a 30 kg/m² (obesidade), existe uma redução estimada de vida de 2 anos em decorrência do excesso de peso. Já para aqueles com obesidade moderada, ou seja, IMC superior a 35 kg/m², e grave, IMC superior a 40 kg/m², a redução estimada é de 4…
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Que a obesidade está associada a uma série de complicações sérias como o diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doença cardiovascular, gordura no fígado, todos sabem.Mas você já ouviu falar sobre a associação da obesidade com a doença de Alzheimer?Pois então, além dos fatores de risco clássicos para esta doença neurodegenerativa, tais como idade avançada e acometimento de familiares de primeiro grau, o excesso de peso tem sido apontado como um potencial fator de risco modificável para a doença.De acordo com um estudo recentemente publicado, indivíduos com obesidade na meia idade (~50 anos) apresentaram um risco maior de desenvolver alterações neurodegenerativas em relação àqueles com o peso adequado. Ainda, a presença de outros fatores de risco, como tabagismo, colesterol elevado, hipertensão arterial e diabetes tipo 2 aumentaram de forma aditiva a probabilidade destas alterações.Mas afinal qual a relação entre a doença de Alzheimer e a obesidade?Ambas apresentam uma série de alterações patológicas em comum.A obesidade é uma doença caracterizada por um estado de inflamação crônica em todo organismo, incluindo o cérebro. Além disso, o excesso de peso é o principal causador da resistência insulínica, mecanismo responsável pelo diabetes tipo 2.Nesse sentido, a disfunção metabólica relacionada à obesidade e à resistência insulínica comprometem o bom funcionamento cerebral sob múltiplas vias, resultando em última análise em deposição de amiloides, redução da plasticidade cerebral, da neurogênese (formação de novos neurônios) e redução do volume…
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Impressiona como ainda hoje muitos pais ficam em dúvida se podem introduzir alimentos integrais aos filhos por serem crianças.Tendo em vista a epidemia de crianças com excesso de peso e a grande exposição a alimentos densamente energéticos e altamente palatáveis, como os fast foods e alimentos processados nesta faixa etária, vou resumir aqui alguns pontos importantes de um artigo recentemente publicado sobre estratégias para promover o desenvolvimento de preferências alimentares saudáveis em crianças de até 5 anos.É sabido que nascemos com uma predileção por alimentos ricos em açúcares. O desenvolvimento do paladar para outros sabores, como amargo e azedo, por exemplo, precisa ser estimulado.Basicamente, três estratégias podem ser usadas para esta finalidade: exposição repetida, diversidade na alimentação e condicionamento associativo. Segue abaixo o significado de cada estratégia.EXPOSIÇÃO REPETIDAInúmeros estudos têm demonstrado que a exposição repetida a uma variedade de alimentos é bastante eficaz na promoção da aceitação de novos alimentos.Durante o período do pré-natal, estímulos olfatórios e gustatórios são transferidos da mãe para o bebê, e a exposição repetida a estes estímulos influencia na resposta alimentar após o nascimento.Estudos realizados em animais mostram que uma dieta rica em gordura durante a gestação aumenta a preferência por doces e alimentos ricos em gordura na prole.Também durante a amamentação, diversos sabores são transferidos pelo leite da mãe para o bebê.A aceitação para novos alimentos diminui progressivamente após o nascimento e, entre 2…
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