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Artigos

Estima-se que apenas 20% dos indivíduos com obesidade conseguem manter uma perda de peso superior a 10% do peso inicial por pelo menos 1 ano.Mesmo parecendo pouco, uma perda superior a 5 a 10% do peso inicial, desde que mantida, é considerada suficiente para melhorar diversos parâmetros metabólicos.Embora não exista um consenso sobre a melhor definição do que seria considerada uma perda de peso efetiva ou suficiente, algumas definições têm sido usadas para a fase de manutenção:Alguns fatores têm sido associados a maior chance de manutenção do peso no médio e longo prazos.O The National Weight Control Registry (Registro Nacional de Controle do Peso Americano) consiste no maior banco de dados de pacientes que perderam peso e o mantiveram no longo prazo. O objetivo é tentar identificar nestes indivíduos os fatores associados a maior chance de manutenção do peso, fornecendo informações sobre as estratégias usadas para alcançar e manter a perda no longo prazo.Estes participantes perderam em média 33 kg com manutenção desta perda por pelo menos 5 anos e relataram mais frequentemente: 1. Autopesagem regular (1 ou 2 vezes por semana); 2. Maior nível de exercício físico (aproximadamente 1 hora/dia); 3. Manutenção de uma dieta hipocalórica, com manutenção do padrão alimentar relativamente semelhante entre a semana e nos finais de semana; 4. Ingestão regular de café da manhã e 5. Tempo em frente à TV inferior a 10 horas…
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Segunda, 23 Abril 2018 14:44

Quantos anos a menos de vida você tem?

Conforme as estatísticas mais recentes, nos últimos 15 anos, houve um aumento de 48% na prevalência de obesidade entre os americanos, sendo estimada em 5 a 15% a mortalidade anual em decorrência dessa doença. No Brasil, o número de pessoas acima do peso aumentou em 26% nos últimos 10 anos, acometendo atualmente 52,5% da população.Estipula-se que o aumento da expectativa de vida ao longo dos últimos 20 anos possa chegar ao fim pelo crescente aumento na prevalência mundial da obesidade.Para tentar avaliar o efeito do excesso de peso individualmente sobre o risco de morrer, pesquisadores americanos desenvolveram uma calculadora de risco baseado nos anos de vida esperados para uma pessoa com o peso adequado menos os anos de vida esperados pelo excesso de peso, ou seja, a redução da expectativa de vida atribuível à obesidade.Para o diagnóstico de sobrepeso e obesidade com seus diferentes graus, o índice de massa corporal (IMC) foi calculado. Os anos de vida perdidos devido ao excesso de peso foram calculados para diferentes idades e separadas pelo sexo (homens x mulheres) e ajustados entre tabagistas ou não.Para indivíduos com IMC superior a 30 kg/m² (obesidade), existe uma redução estimada de vida de 2 anos em decorrência do excesso de peso. Já para aqueles com obesidade moderada, ou seja, IMC superior a 35 kg/m², e grave, IMC superior a 40 kg/m², a redução estimada é de 4…
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Que a obesidade está associada a uma série de complicações sérias como o diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doença cardiovascular, gordura no fígado, todos sabem.Mas você já ouviu falar sobre a associação da obesidade com a doença de Alzheimer?Pois então, além dos fatores de risco clássicos para esta doença neurodegenerativa, tais como idade avançada e acometimento de familiares de primeiro grau, o excesso de peso tem sido apontado como um potencial fator de risco modificável para a doença.De acordo com um estudo recentemente publicado, indivíduos com obesidade na meia idade (~50 anos) apresentaram um risco maior de desenvolver alterações neurodegenerativas em relação àqueles com o peso adequado. Ainda, a presença de outros fatores de risco, como tabagismo, colesterol elevado, hipertensão arterial e diabetes tipo 2 aumentaram de forma aditiva a probabilidade destas alterações.Mas afinal qual a relação entre a doença de Alzheimer e a obesidade?Ambas apresentam uma série de alterações patológicas em comum.A obesidade é uma doença caracterizada por um estado de inflamação crônica em todo organismo, incluindo o cérebro. Além disso, o excesso de peso é o principal causador da resistência insulínica, mecanismo responsável pelo diabetes tipo 2.Nesse sentido, a disfunção metabólica relacionada à obesidade e à resistência insulínica comprometem o bom funcionamento cerebral sob múltiplas vias, resultando em última análise em deposição de amiloides, redução da plasticidade cerebral, da neurogênese (formação de novos neurônios) e redução do volume…
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Impressiona como ainda hoje muitos pais ficam em dúvida se podem introduzir alimentos integrais aos filhos por serem crianças.Tendo em vista a epidemia de crianças com excesso de peso e a grande exposição a alimentos densamente energéticos e altamente palatáveis, como os fast foods e alimentos processados nesta faixa etária, vou resumir aqui alguns pontos importantes de um artigo recentemente publicado sobre estratégias para promover o desenvolvimento de preferências alimentares saudáveis em crianças de até 5 anos.É sabido que nascemos com uma predileção por alimentos ricos em açúcares. O desenvolvimento do paladar para outros sabores, como amargo e azedo, por exemplo, precisa ser estimulado.Basicamente, três estratégias podem ser usadas para esta finalidade: exposição repetida, diversidade na alimentação e condicionamento associativo. Segue abaixo o significado de cada estratégia.EXPOSIÇÃO REPETIDAInúmeros estudos têm demonstrado que a exposição repetida a uma variedade de alimentos é bastante eficaz na promoção da aceitação de novos alimentos.Durante o período do pré-natal, estímulos olfatórios e gustatórios são transferidos da mãe para o bebê, e a exposição repetida a estes estímulos influencia na resposta alimentar após o nascimento.Estudos realizados em animais mostram que uma dieta rica em gordura durante a gestação aumenta a preferência por doces e alimentos ricos em gordura na prole.Também durante a amamentação, diversos sabores são transferidos pelo leite da mãe para o bebê.A aceitação para novos alimentos diminui progressivamente após o nascimento e, entre 2…
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Para maior chance de obtenção de resultados positivos durante o processo de emagrecimento e de manutenção de um menor peso no longo prazo, mudanças comportamentais são imprescindíveis.Nesse sentido, a terapia cognitivo-comportamental direcionada para a modificação dos padrões individuais de comportamento aumenta a probabilidade de êxito do tratamento.Confira abaixo 5 dicas de mudanças no comportamento que ajudarão no controle do peso:1. Aumento da atenção durante a refeiçãoEstima-se que aproximadamente 30% dos pacientes acima do peso subestimam o que comem, provavelmente por não prestarem atenção no que estão ingerindo.Por isso, é importante reduzir os estímulos que geram distração, como assistir TV, ler jornal ou acessar mídias sociais, durante uma refeição.2. Controle dos estímulosO estímulo visual desempenha um papel importante na ativação da vontade de comer.Portanto, evite passar por locais no mercado sabidamente repleto de alimentos pouco saudáveis.Além disso, planejar-se é essencial durante o processo de emagrecimento. Então, faça uma lista de compras e evite fazer compras antes das refeições, pois a fome aumenta nossa probabilidade de fazer escolhas menos saudáveis.3. Evite pensamentos dicotômicosMuitos pacientes acreditam que o sucesso do tratamento resume-se à redução absoluta do peso. Por isso, encaram o tratamento como “tudo ou nada”, ou seja, ou sigo a dieta 100% ou, já que escapei um dia, tudo está perdido e portanto, como falhei uma vez, melhor abandonar.Quem me conhece sabe o quanto ressalto que o peso é uma consequência de…
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