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Quarta, 07 Fevereiro 2018 15:38

"0% de gordura TRANS" - será mesmo?

Você já se questionou alguma vez se aquela bolachinha ou biscoito constando no rótulo “0% de gordura TRANS” realmente não contém esta gordura?Gorduras TRANS são formadas, durante o processo de hidrogenação industrial que transforma óleos vegetais líquidos em gordura sólida à temperatura ambiente, com o objetivo de melhorar a textura, o sabor, a consistência e também a duração do alimento.Esta gordura pode ser encontrada principalmente em alimentos ultraprocessados, como biscoitos, sorvetes, batatas fritas, salgadinhos de pacote, bolos, frituras em geral, margarinas, dentre outros.Por estar associada ao aumento dos níveis de colesterol total e de LDL (colesterol ruim), bem como à redução do HDL (colesterol bom), a ingestão deste tipo de gordura não é recomendável.Por isso, desde 2006, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) exige que os níveis de gordura TRANS sejam descritos no alimento, sob uma de três formas:“0% de gordura TRANS” fica reservado aos alimentos que apresentarem um máximo de 0,2 g de gorduras TRANS por porção do produto!Isso não significa que você não esteja consumindo esta gordura!Além disso, se, em um biscoito constar "ausência de gordura TRANS por porção", e a porção corresponder a 3 biscoitos por exemplo, se você ingerir 5 biscoitos estará ingerindo gordura TRANS.Portanto, fique atento e comece a prestar mais atenção na lista de ingredientes e nos rótulos dos alimentos que você esta ingerindo!Fontes: 1. portal.anvisa.gov.br/documents/33880/2568070/res0360_23_12_2003.pdf/5d4fc713-9c66-4512-b3c1-afee57e7d9bc 2. publicacoes.cardiol.br/2014/diretrizes/2017/02_DIRETRIZ_DE_DISLIPIDEMIAS.pdf 3. jaha.ahajournals.org/content/5/1/e002891
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Muitos pacientes ficam em dúvida sobre a necessidade de usar suplementos à base de proteínas, como o whey protein, para ganho de massa muscular.Por ser uma pergunta recorrente no consultório, vou comentar um pouco sobre as indicações de uso bem como as principais diferenças entre os tipos de whey.Antes de prescrever suplemento, alguns aspectos importantes devem ser considerados.Inicialmente, a alimentação deve ser revisada, sobretudo em relação à quantidade de proteínas ingeridas na dieta.Além disso, deve-se calcular o total de proteínas por dia que o paciente deveria estar ingerindo conforme o seu peso e o seu nível de atividade física.Quando a ingestão alimentar for inferior ao mínimo recomendado, pode-se prescrever o whey protein para complementar a dieta.Outro aspecto a ser considerado durante a consulta é o tipo de exercício que o paciente realiza, se aeróbico ou resistido, bem como os seus objetivos, se desejo por melhora do condicionamento físico ou ganho de massa muscular.Se o objetivo for ganho de massa muscular, uma alimentação com a quantidade adequada de proteína combinada à prática regular de exercício resistido, como a musculação, é suficiente. Mas então o uso de whey não é obrigatório nestes casos? A resposta é: Não!O whey protein pode ser usado no sentido de ser mais conveniente, sobretudo em pacientes que necessitem de um aporte maior de proteínas por dia. Muitas vezes é dicífil adequar a quantidade mínima diária de proteínas…
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A prática regular de exercícios apresenta inúmeros benefícios em diversos sistemas no organismo que vão desde o estímulo à formação de novos neurônios à redução da mortalidade geral.Confira a seguir seus principais benefícios: 1. GANHO DE MASSA MAGRA E MELHORA DA FORÇA MUSCULAR► Você sabia que a partir dos 30 anos existe uma perda gradual e progressiva de massa muscular? E, em mulheres, esta perda torna-se mais pronunciada durante o climatério e a menopausa, por volta dos 45 a 50 anos.► A redução da massa muscular (conhecida como sarcopenia) está associada a uma diminuição da força muscular, um achado frequentemente visto em indivíduos com mais de 60 anos.► A sarcopenia, por sua vez, aumenta o risco de quedas e consequentemente de fraturas, hospitalização e mortalidade.► Nesse sentido, o exercício, especialmente o resistido (exercício que envolva alguma carga, como a musculação), reduz consideravelmente a perda de massa muscular relacionada à idade e consequentemente as complicações descritas acima.2. MAIOR CHANCE DE MANUTENÇÃO DO PESO► Indivíduos fisicamente ativos apresentam um menor ganho de peso ao longo do tempo quando comparados aos sedentários.► Já em pacientes em tratamento para perda de peso, o exercício resistido durante a fase de emagrecimento atenua significativamente a flacidez por maior preservação da massa muscular.► Sabemos que a nossa taxa metabólica basal (isto é, o quanto de energia precisamos consumir para manutenção das atividades fisiológicas basais) depende basicamente da…
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O período pós-parto começa logo após o parto e termina entre 6 a 8 semanas, período em que a maioria das mudanças fisiológicas ocorridas na gestação retorna ao normal.Retenção de peso após o parto costuma ser definida como a diferença entre o peso antes da gestação e o peso em determinado período após a gestação, usualmente em 6 ou 12 meses, conforme abaixo:► É estimado que a retenção de peso em 6 meses seja, em média, de 5,5 kg, sendo que 25% das mulheres retêm mais do que 9 kg após uma gestação!► Diversos fatores influenciam a retenção de peso após a gestação, sendo os mais importantes o IMC pré-gestacional (quanto maior o IMC maior a retenção), um ganho de peso acima das recomendações durante a gestação, mulheres negras e amamentação por menos do que 6 meses (confira os principais fatores na tabela abaixo). A maioria das mulheres com sobrepeso (64%) e obesidade (51%) infelizmente acaba ganhando mais peso do que o recomendado durante a gestação.Também é provável que o ganho excessivo no primeiro trimestre esteja mais intimamente relacionado à maior retenção de peso no pós-parto do que o ganho no segundo e terceiro trimestres.► A amamentação, por outro lado, por gerar um gasto energético de aproximadamente 625 kcal ao dia, favorece a perda de peso. ► Em relação a melhor estratégia para redução do peso após o parto, a…
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Você sabia que o tempo médio em frente à televisão (TV) tem aumentado de forma alarmante nos últimos anos entre crianças e adolescentes?Conforme dados do Painel Nacional de Televisão*, houve um aumento de aproximadamente 20% no tempo em frente à TV entre crianças e adolescentes de 4 a 17 anos.Conforme o último levantamento, uma criança ou adolescente permanece cerca de 5h35 horas por dia em frente à TV!Em paralelo a esse aumento no tempo de tela, tem havido um crescimento significativo de crianças e adolescentes com excesso de peso.Diversos estudos têm repetidamente mostrado uma associação entre o tempo de tela com o ganho progressivo de peso.Os mecanismos subjacentes a esta associação incluem: 1. realização de lanches altamente calóricos e nutricionalmente pobres ; 2. exposição midiática constante a propagandas de produtos alimentícios direcionadas a este público;3. redução ou mesmo interrupção do sono.Um estudo realizado na Inglaterra avaliou o impacto da TV no quarto sobre a mudança no peso em crianças entre 7 a 11 anos ao longo do tempo.Conforme os resultados deste estudo, ter TV no quarto aos 7 anos foi associado a maior adiposidade e a um risco entre 20 a 30% de tornarem-se acima do peso aos 11 anos.Ainda, o número de horas assistindo TV foi proporcional ao maior ganho de peso, sugerindo uma relação de dose-resposta.Portanto, ter TV no quarto é um fator de risco para ganho de…
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