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Artigos

Que a obesidade está associada a uma série de complicações sérias como o diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doença cardiovascular, gordura no fígado, todos sabem.Mas você já ouviu falar sobre a associação da obesidade com a doença de Alzheimer?Pois então, além dos fatores de risco clássicos para esta doença neurodegenerativa, tais como idade avançada e acometimento de familiares de primeiro grau, o excesso de peso tem sido apontado como um potencial fator de risco modificável para a doença.De acordo com um estudo recentemente publicado, indivíduos com obesidade na meia idade (~50 anos) apresentaram um risco maior de desenvolver alterações neurodegenerativas em relação àqueles com o peso adequado. Ainda, a presença de outros fatores de risco, como tabagismo, colesterol elevado, hipertensão arterial e diabetes tipo 2 aumentaram de forma aditiva a probabilidade destas alterações.Mas afinal qual a relação entre a doença de Alzheimer e a obesidade?Ambas apresentam uma série de alterações patológicas em comum.A obesidade é uma doença caracterizada por um estado de inflamação crônica em todo organismo, incluindo o cérebro. Além disso, o excesso de peso é o principal causador da resistência insulínica, mecanismo responsável pelo diabetes tipo 2.Nesse sentido, a disfunção metabólica relacionada à obesidade e à resistência insulínica comprometem o bom funcionamento cerebral sob múltiplas vias, resultando em última análise em deposição de amiloides, redução da plasticidade cerebral, da neurogênese (formação de novos neurônios) e redução do volume…
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Impressiona como ainda hoje muitos pais ficam em dúvida se podem introduzir alimentos integrais aos filhos por serem crianças.Tendo em vista a epidemia de crianças com excesso de peso e a grande exposição a alimentos densamente energéticos e altamente palatáveis, como os fast foods e alimentos processados nesta faixa etária, vou resumir aqui alguns pontos importantes de um artigo recentemente publicado sobre estratégias para promover o desenvolvimento de preferências alimentares saudáveis em crianças de até 5 anos.É sabido que nascemos com uma predileção por alimentos ricos em açúcares. O desenvolvimento do paladar para outros sabores, como amargo e azedo, por exemplo, precisa ser estimulado.Basicamente, três estratégias podem ser usadas para esta finalidade: exposição repetida, diversidade na alimentação e condicionamento associativo. Segue abaixo o significado de cada estratégia.EXPOSIÇÃO REPETIDAInúmeros estudos têm demonstrado que a exposição repetida a uma variedade de alimentos é bastante eficaz na promoção da aceitação de novos alimentos.Durante o período do pré-natal, estímulos olfatórios e gustatórios são transferidos da mãe para o bebê, e a exposição repetida a estes estímulos influencia na resposta alimentar após o nascimento.Estudos realizados em animais mostram que uma dieta rica em gordura durante a gestação aumenta a preferência por doces e alimentos ricos em gordura na prole.Também durante a amamentação, diversos sabores são transferidos pelo leite da mãe para o bebê.A aceitação para novos alimentos diminui progressivamente após o nascimento e, entre 2…
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Para maior chance de obtenção de resultados positivos durante o processo de emagrecimento e de manutenção de um menor peso no longo prazo, mudanças comportamentais são imprescindíveis.Nesse sentido, a terapia cognitivo-comportamental direcionada para a modificação dos padrões individuais de comportamento aumenta a probabilidade de êxito do tratamento.Confira abaixo 5 dicas de mudanças no comportamento que ajudarão no controle do peso:1. Aumento da atenção durante a refeiçãoEstima-se que aproximadamente 30% dos pacientes acima do peso subestimam o que comem, provavelmente por não prestarem atenção no que estão ingerindo.Por isso, é importante reduzir os estímulos que geram distração, como assistir TV, ler jornal ou acessar mídias sociais, durante uma refeição.2. Controle dos estímulosO estímulo visual desempenha um papel importante na ativação da vontade de comer.Portanto, evite passar por locais no mercado sabidamente repleto de alimentos pouco saudáveis.Além disso, planejar-se é essencial durante o processo de emagrecimento. Então, faça uma lista de compras e evite fazer compras antes das refeições, pois a fome aumenta nossa probabilidade de fazer escolhas menos saudáveis.3. Evite pensamentos dicotômicosMuitos pacientes acreditam que o sucesso do tratamento resume-se à redução absoluta do peso. Por isso, encaram o tratamento como “tudo ou nada”, ou seja, ou sigo a dieta 100% ou, já que escapei um dia, tudo está perdido e portanto, como falhei uma vez, melhor abandonar.Quem me conhece sabe o quanto ressalto que o peso é uma consequência de…
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As oleaginosas, representadas pelas castanhas, nozes, avelãs, amendoim, amêndoas, dentre outras, são alimentos ricos em gordura insaturada, fibras, vitaminas e diversos compostos bioativos, tais como antioxidantes fenólicos (resveratrol) e fitoesterois com propriedades hipolipemiantes (redução da absorção do colesterol).Uma associação positiva entre o consumo regular de oleaginosas com um risco reduzido de doença coronariana tem sido demonstrada em diversos estudos.Por causa dessa constatação de benefício, a agência americana de regulação de medicamentos e alimentos (Food and Drug Administration - FDA) sugeriu que um consumo médio de 43 gramas por dia de oleaginosas, como parte de uma alimentação saudável, é capaz de reduzir o risco de doença cardíaca.O amendoim, em especial, possui a maior quantidade de proteínas, por porção, quando comparado às demais oleaginosas. Além disso, aproximadamente metade da gordura presente no amendoim é monoinsaturada, um tipo de gordura que auxilia na redução do colesterol total e do LDL (colesterol ruim).Além disso, mais recentemente descobriu-se que o amendoim é uma ótima fonte de resveratrol, um antioxidante da família dos polifenois, amplamente encontrado na semente da uva e no vinho tinto. Alguns estudos têm mostrado uma ação protetora desse antioxidante em relação a doenças cardiovasculares, como infarto do miocárdio e AVC, doenças neurodegenerativas, incluindo Alzheimer e câncer.Mas o amendoim não pode dificultar a perda de peso ou mesmo levar a um ganho de peso? Questionam alguns pacientes.O consumo moderado (entre 28 a 42…
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Quarta, 07 Fevereiro 2018 15:38

"0% de gordura TRANS" - será mesmo?

Você já se questionou alguma vez se aquela bolachinha ou biscoito constando no rótulo “0% de gordura TRANS” realmente não contém esta gordura?Gorduras TRANS são formadas, durante o processo de hidrogenação industrial que transforma óleos vegetais líquidos em gordura sólida à temperatura ambiente, com o objetivo de melhorar a textura, o sabor, a consistência e também a duração do alimento.Esta gordura pode ser encontrada principalmente em alimentos ultraprocessados, como biscoitos, sorvetes, batatas fritas, salgadinhos de pacote, bolos, frituras em geral, margarinas, dentre outros.Por estar associada ao aumento dos níveis de colesterol total e de LDL (colesterol ruim), bem como à redução do HDL (colesterol bom), a ingestão deste tipo de gordura não é recomendável.Por isso, desde 2006, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) exige que os níveis de gordura TRANS sejam descritos no alimento, sob uma de três formas:“0% de gordura TRANS” fica reservado aos alimentos que apresentarem um máximo de 0,2 g de gorduras TRANS por porção do produto!Isso não significa que você não esteja consumindo esta gordura!Além disso, se, em um biscoito constar "ausência de gordura TRANS por porção", e a porção corresponder a 3 biscoitos por exemplo, se você ingerir 5 biscoitos estará ingerindo gordura TRANS.Portanto, fique atento e comece a prestar mais atenção na lista de ingredientes e nos rótulos dos alimentos que você esta ingerindo!Fontes: 1. portal.anvisa.gov.br/documents/33880/2568070/res0360_23_12_2003.pdf/5d4fc713-9c66-4512-b3c1-afee57e7d9bc 2. publicacoes.cardiol.br/2014/diretrizes/2017/02_DIRETRIZ_DE_DISLIPIDEMIAS.pdf 3. jaha.ahajournals.org/content/5/1/e002891
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