(51) 3517-2003  |    (51) 99600-2233   |      contato@endocrinologistamilene.med.br   |   

Artigos

Domingo, 10 Dezembro 2017 15:32

Alimentação controlada e a longevidade

Estudos conduzidos em animais têm demonstrado que uma alimentação controlada é capaz de retardar o envelhecimento, além de reduzir o risco de doenças crônicas, como diabetes tipo 2, doença cardiovascular e neoplasias malignas.Uma alimentação mais restritiva, porém sem causar qualquer tipo de desnutrição, tem mostrado ser capaz de aumentar entre 20 a 50% a expectativa de vida (longevidade) em ratos em relação aos animais com uma alimentação sem restrições.Um estudo muito interessante foi realizado com macacos, em Wisconsin / EUA, para avaliar a expectativa de vida e o risco de doenças conforme o tipo de alimentação recebida durante 20 anos*.Um grupo de macacos recebeu uma dieta saudável, mas moderadamente restritiva e o outro grupo poderia comer à vontade.No grupo de macacos com alimentação à vontade, 37% morreram em comparação a apenas 13% daqueles que receberam comida de forma controlada. Em outras palavras, os animais que comiam à vontade tiveram um risco 3 vezes maior de morrer em relação aos que receberam uma restrição moderada da dieta.Além disso, os animais que receberam uma alimentação controlada apresentaram menor risco de desenvolver doenças como diabetes, câncer, doença cardiovascular e atrofia cerebral em relação ao grupo que comia de tudo, sem restrição.A figura acima retrata a aparência do macaco que comia à vontade (Figuras A e B) comparado àquele que recebia alimentação controlada (Figuras C e D). Ambos apresentam 27 anos de idade, o…
Compartilhe nas redes sociais:
Um estudo liderado pela pesquisadora americana Sara Bleich avaliou o efeito no consumo de refrigerantes e sucos de frutas artificiais entre adolescentes após informações sobre a quantidade necessária de exercício para queimar as calorias oriundas destas bebidas.Considerando uma bebida de 600 ml contendo 250 kcal (suco ou refrigerante), seria necessário correr durante 50 minutos ou caminhar 8 km para queimar este equivalente calórico.Durante quase 1 ano, estas informações foram mostradas nas prateleiras das lojas de conveniência em Baltimore/EUA.✔️ Os resultados foram bastante animadores: entre os adolescentes que visualizaram as informações sobre a quantidade de exercício para queimar as calorias provenientes destas bebidas açucaradas, houve uma redução significativa na compra destas bebidas e um aumento na troca por água ou refrigerantes diet.✔️Surpreendentemente, estas mudanças no comportamento persistiram 6 semanas após a retirada das informações, mostrando um efeito persistente destas medidas.✔️Estes resultados demonstram como as escolhas podem ser modificadas quando as pessoas entendem, através de exemplos práticos, a quantidade de calorias presente em um alimento.?É sabido que cerca de 30% dos pacientes acima do peso subestimam o que comem.✔️Dessa forma, estratégias que forneçam informações calóricas com analogias simples de compreender em menus de restaurantes, cantinas escolares, lojas de conveniência, por exemplo, podem contribuir para a aquisição de alimentos mais saudáveis.Referência: Reducing Sugar-Sweetened Beverage Consumption by Providing Caloric Information: How Black Adolescents Alter Their Purchases and Whether the Effects Persist. Am J Public…
Compartilhe nas redes sociais:
Quinta, 09 Novembro 2017 15:30

Pré-diabetes: o inimigo oculto

DEFINIÇÃOPacientes que não preenchem critérios diagnósticos para o diabetes tipo 2 mas estão com os níveis de glicose acima do limite considerado normal são classificados com pré-diabetes, uma condição de maior risco de progressão para o diabetes.IMPORTÂNCIATendo em vista que os indivíduos com pré-diabetes são assintomáticos e que cerca de 25 a 50% destes desenvolverão diabetes tipo 2 dentro de 3 a 5 anos, a identificação e avaliação dos indivíduos de maior risco é fundamental!Além disso, é importante o entendimento de que o pré-diabetes é uma condição de maior risco, mas não é uma doença em si!! Por isso, se as medidas cabíveis forem prontamente efetuadas no momento oportuno, o indivíduo poderá REVERTER esta condição, normalizando os níveis glicêmicos!O pré-diabetes, assim como o diabetes melito tipo 2, está comumente associado à obesidade (especialmente visceral ou abdominal), dislipidemia (elevação dos triglicérides e/ou redução do colesterol HDL) e hipertensão arterial.Pacientes com pré-diabetes apresentam também risco elevado de doenças cardiovasculares.RASTREAMENTO► Pacientes com excesso de peso (índice de massa corporal maior ou igual a 25 kg/m²) e mais um dos seguintes critérios estão em maior risco de pré-diabetes e diabetes tipo 2, devendo ser avaliados, independentemente da idade:Pacientes classificados com pré-diabetes devem ser reavaliados anualmente!DIAGNÓSTICO► O diagnóstico pode ser feito por qualquer um dos seguintes métodos: 1. Glicemia de jejum entre 100 a 125 mg/dl 2. Curva glicêmica (sobrecarga com 75 gramas de glicose)…
Compartilhe nas redes sociais:
A cirurgia bariátrica é a intervenção mais efetiva no longo prazo para o tratamento de pacientes portadores de obesidade grau 3, definida como um índice de massa corporal (IMC) ≥ 40 kg/m².Entretanto, aproximadamente 10 a 20% dos pacientes apresentam um reganho significativo de peso após a cirurgia. Uma proporção ainda maior de recuperação do peso tem sido descrita por alguns estudos, chegando a 50% após a intervenção, especialmente naqueles com IMC pré-cirúrgico acima de 50 kg/m² (super-obesidade)!O maior estudo epidemiológico realizado em pacientes submetidos à cirurgia bariátrica, o Swedish Obese Subjects (SOS) study, realizado na Suécia com 4047 pacientes, descreveu uma prevalência de 34% de reganho de peso em 10 anos após a derivação gastrojejunal em Y-de-Roux (cirurgia mais conhecida como bypass gástrico), um dos procedimentos mais comumente realizados.Os fatores contribuintes para a falha na manutenção do peso perdido após a cirurgia provavelmente são multifatoriais, destacando-se cinco etiologias principais:1. Má adesão à dieta – 25% dos casos 2. Inatividade física – 21% dos casos 3. Distúrbios psiquiátricos - 19% dos casos 4. Alterações anatômicas (dilatação da bolsa do estômago) 5. Adaptações hormonaisMá adesão à dieta♦ O fator mais importante relacionado à falha na manutenção do peso no longo prazo refere-se à não adesão a uma alimentação equilibrada e saudável.Vários estudos têm mostrado que o percentual de reganho de peso é muito maior entre os pacientes com uma dieta rica em…
Compartilhe nas redes sociais:
É sabido que o excesso de peso está associado a um aumento importante no risco de diversas condições, como apneia do sono, doença hepática gordurosa não alcoólica (“gordura no fígado”), diabetes tipo 2, dislipidemia, hipertensão arterial, doença cardíaca e isquemia cerebral.A obesidade associa-se a maior mortalidade geral, mesmo quando o indivíduo não apresenta alterações metabólicas óbvias (mito do “gordinho saudável”).A perda de peso, mesmo que discreta (5% do peso inicial), é capaz de reduzir todos os desfechos acima mencionados. Ainda, sabemos que a magnitude de melhora é proporcional ao peso perdido, ou seja, quanto maior a perda, maior a redução de risco.Apesar dos benefícios inquestionáveis sobre a saúde em geral, porque é tão difícil manter a perda de peso no longo prazo?Sabemos que cerca de um terço das pessoas que perdem peso o recuperam ao final do primeiro ano de tratamento.A obesidade resulta, em última análise, de um desequilíbrio energético crônico, ou seja, um maior consumo (sobretudo de alimentos ultraprocessados) associado a um menor gasto calórico (sedentarismo).Quando um balanço energético negativo é instituído por meio de uma redução na ingestão calórica (dieta) e/ou aumento da atividade física (gasto calórico), uma série de adaptações metabólicas e mecanismos compensatórios são ativados, de acordo com a magnitude e a duração da restrição calórica. Aliados aos fatores intrínsecos do organismo, uma redução na adesão à dieta somado à falha na manutenção da atividade física…
Compartilhe nas redes sociais:
Pagina 10 de 23

  R. Dona Laura, 333/ 906, Moinhos de Vento - Porto Alegre/ RS  |     (51) 3517-2003  |     (51) 99600-2233  |    contato@endocrinologistamilene.med.br

© 2020 Dra. Milene Moehlecke. Desenvolvido por Informatiza Soluções Empresariais em parceria com a Agência Digital Public