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Artigos

A cirurgia bariátrica é a intervenção mais efetiva no longo prazo para o tratamento de pacientes portadores de obesidade grau 3, definida como um índice de massa corporal (IMC) ≥ 40 kg/m².Entretanto, aproximadamente 10 a 20% dos pacientes apresentam um reganho significativo de peso após a cirurgia. Uma proporção ainda maior de recuperação do peso tem sido descrita por alguns estudos, chegando a 50% após a intervenção, especialmente naqueles com IMC pré-cirúrgico acima de 50 kg/m² (super-obesidade)!O maior estudo epidemiológico realizado em pacientes submetidos à cirurgia bariátrica, o Swedish Obese Subjects (SOS) study, realizado na Suécia com 4047 pacientes, descreveu uma prevalência de 34% de reganho de peso em 10 anos após a derivação gastrojejunal em Y-de-Roux (cirurgia mais conhecida como bypass gástrico), um dos procedimentos mais comumente realizados.Os fatores contribuintes para a falha na manutenção do peso perdido após a cirurgia provavelmente são multifatoriais, destacando-se cinco etiologias principais:1. Má adesão à dieta – 25% dos casos 2. Inatividade física – 21% dos casos 3. Distúrbios psiquiátricos - 19% dos casos 4. Alterações anatômicas (dilatação da bolsa do estômago) 5. Adaptações hormonaisMá adesão à dieta♦ O fator mais importante relacionado à falha na manutenção do peso no longo prazo refere-se à não adesão a uma alimentação equilibrada e saudável.Vários estudos têm mostrado que o percentual de reganho de peso é muito maior entre os pacientes com uma dieta rica em…
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É sabido que o excesso de peso está associado a um aumento importante no risco de diversas condições, como apneia do sono, doença hepática gordurosa não alcoólica (“gordura no fígado”), diabetes tipo 2, dislipidemia, hipertensão arterial, doença cardíaca e isquemia cerebral.A obesidade associa-se a maior mortalidade geral, mesmo quando o indivíduo não apresenta alterações metabólicas óbvias (mito do “gordinho saudável”).A perda de peso, mesmo que discreta (5% do peso inicial), é capaz de reduzir todos os desfechos acima mencionados. Ainda, sabemos que a magnitude de melhora é proporcional ao peso perdido, ou seja, quanto maior a perda, maior a redução de risco.Apesar dos benefícios inquestionáveis sobre a saúde em geral, porque é tão difícil manter a perda de peso no longo prazo?Sabemos que cerca de um terço das pessoas que perdem peso o recuperam ao final do primeiro ano de tratamento.A obesidade resulta, em última análise, de um desequilíbrio energético crônico, ou seja, um maior consumo (sobretudo de alimentos ultraprocessados) associado a um menor gasto calórico (sedentarismo).Quando um balanço energético negativo é instituído por meio de uma redução na ingestão calórica (dieta) e/ou aumento da atividade física (gasto calórico), uma série de adaptações metabólicas e mecanismos compensatórios são ativados, de acordo com a magnitude e a duração da restrição calórica. Aliados aos fatores intrínsecos do organismo, uma redução na adesão à dieta somado à falha na manutenção da atividade física…
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Terça, 03 Outubro 2017 14:28

É possível perder peso na gestação?

É sabido que a obesidade, definida por um índice de massa corporal (IMC) maior ou igual a 30 kg/m², durante a gestação tem consequências negativas, a curto e longo prazo, tanto para a mãe quanto para o bebê.♦ Para começar, a obesidade reduz a fertilidade. Mulheres acima do peso que conseguem engravidar apresentam maior risco de aborto espontâneo e de malformações congênitas (fenda palatina, defeitos na formação da medula espinhal e defeitos estruturais no coração).♦ Ainda, durante a gestação, mulheres com excesso de peso apresentam aumento na resistência à ação da insulina que se manifestará na metade para o final da gestação como diabetes gestacional e crescimento fetal exagerado (bebê com peso ao nascimento superior a 4 kg ou acima do percentil 90 para a idade gestacional).♦ No parto, o risco de cesariana e de sangramento excessivo aumenta significativamente.♦ Após o parto, aumenta o risco de tromboembolismo venoso, dificuldade na amamentação e retenção de peso.♦ Já o recém-nascido de mães acima do peso nasce com maior percentual de gordura corporal, com risco aumentado de obesidade na infância.Diante dos principais riscos acima descritos para a mãe e para o bebê, surge frequentemente a pergunta no consultório: "Posso continuar a dieta quando engravidar?"Aqui, vou dividir esta pergunta em 2:1. É possível ganhar menos peso do que as recomendações atuais durante a gestação?2. É possível perder peso na gestação?Então, respondendo à primeira pergunta,…
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Sábado, 16 Setembro 2017 14:27

Exercício emagrece?

Muitos pacientes me procuram no consultório com certa frustração por já terem iniciado um programa regular de exercícios com uma perda de peso insuficiente.Então, uma pergunta recorrente é: Qual a melhor estratégia para indução de perda de peso?E ainda: Quanto de exercício é necessário para perder peso?Tendo em vista que o excesso de peso decorre de um desequilíbrio entre o gasto energético e a ingestão calórica, podemos promover uma perda de peso intervindo em um ou ambos os mecanismos.Aumentar a atividade física por si só, entretanto, não é uma estratégia eficaz para promover a perda de peso uma vez que o déficit energético criado pelo exercício geralmente é menor e requer muito mais esforço quando comparado ao déficit energético criado por uma redução de calorias na dieta.Para exemplificar, se o objetivo for perder 450 gramas de gordura em uma semana, um indivíduo precisará caminhar ou correr todos os dias 7,2 km ou simplesmente reduzir 500 kcal diariamente da sua dieta durante o mesmo período!Dessa forma, na grande maioria dos casos, a realização isolada de exercício aeróbico, sem restrição alimentar combinada, costuma resultar numa perda muito discreta de peso de até 2 kg. Embora seja possível perder peso com exercício aeróbico, sem restrição dietética, a quantidade de exercício necessária é muito maior tornando-se impraticável pela maioria dos pacientes.Embora o exercício em si não seja uma estratégia eficaz para indução rápida da…
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Aproximadamente 30% das crianças entre 5 a 9 anos e 20% dos adolescentes no Brasil estão acima do peso.Conforme estudo recententemente publicado, quase 50% das crianças que desenvolveram obesidade entre 5 a 14 anos já apresentavam excesso de peso nos primeiros anos de vida e 36% das crianças que nasceram com peso excessivo tornaram-se adolescentes com sobrepeso ou obesidade.Esses achados sugerem que um componente substancial da obesidade infantil é estabelecido até os 5 anos de idade e reforçam a importância do ambiente doméstico e pré-escolar bem como dos fatores intrauterinos, além da predisposição genética, no desenvolvimento da obesidade.Dessa forma, esforços para prevenção da obesidade focados precocemente na criança podem contribuir significativamente para evitar o surgimento desta doença em crianças suscetíveis.Abaixo, confira 5 dicas para previnir a obesidade na infância e adolescência:1. Evite dar ao seu filho alimentos com elevado valor calórico e pobre em nutrientes, como refrigerantes, sucos de frutas industrializados, fast foods e alimentos ultraprocessados;► Infelizmente, 30 a 40% da alimentação das crianças e adolescentes é proveniente de bebidas açucaradas e lanches ultraprocessados; ► A ingestão de bebidas açucaradas está associada ao aumento do peso, da circunferência abdominal e redução do HDL (colesterol bom); ► Prefira a ingestão da fruta inteira mais do que o suco da fruta, pois a fruta fornece um maior benefício nutricional além de causar maior saciedade.2. Estimule a prática regular de atividade física► A…
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