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Artigos

Sábado, 13 Junho 2020 21:12

Be stronger than your excuses

Essa frase tem ainda mais força em épocas difíceis como esta que estamos vivendo. Você já parou para pensar que não existe um momento ideal para iniciar um tratamento para controle do peso? Da mesma forma, não haverá um tempo ideal para você se exercitar. Não sabemos quando essa pandemia vai passar. E quando passar, outros desafios e dificuldades surgirão, pois isso é viver! Por isso, não fique esperando as condições perfeitas para mudar. Comece devagar, incorporando pequenos hábitos gradualmente. Mudanças radicais não são sustentáveis no longo prazo! Nos momentos livres aprenda a preparar uma refeição mais saudável e crie gosto por isso. Procure uma atividade física prazerosa e não uma que tenhas que fazer para "atingir metas". As mudanças precisam ser mantidas no longo prazo para manutenção dos resultados. Por isso, estabeleça metas factíveis de serem alcançadas com aumentos graduais conforme a sua evolução! O importante é mover-se em direção aos resultados HOJE! Pequenos passos diários nos conduzem a lindas jornadas!
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A presença de obesidade aumenta a vulnerabilidade a infecções. Análises recentes sobre o perfil dos pacientes que contraíram a COVID-19 têm mostrado uma evolução mais grave e maior mortalidade entre aqueles com excesso de peso. Indivíduos portadores de obesidade apresentam maior concentração de citocinas pró-inflamatórias produzidas principalmente pelo tecido adiposo visceral, gordura localizada na região abdominal. Esse estado de inflamação crônica resulta em uma resposta imune prejudicada frente a uma infecção viral. A ativação reduzida de macrófagos (células de defesa) após a apresentação de um agente infeccioso explica a menor resposta vacinal em indivíduos obesos. Além disso, os altos níveis de leptina (uma adipocina pró-inflamatória) e os baixos níveis de adiponectina (uma adipocina anti-inflamatória) encontrados em pacientes acima do peso contribuem para a desregulação da resposta imune. Outro problema importante entre indivíduos com obesidade é o sedentarismo ou o baixo nível de atividade física. A atividade física reduzida prejudica a resposta imunológica contra agentes infecciosos em várias etapas da resposta imune, incluindo a ativação de macrófagos e a inibição de citocinas pró-inflamatórias. Já a realização regular de atividade física é capaz de reduzir o risco de complicações entre indivíduos com infecção ao fortalecer a nossa imunidade por múltiplos mecanismos. Também é importante considerar como causa potencial para uma evolução menos favorável entre indivíduos obesos a ventilação pulmonar prejudicada por questões mecânicas relacionadas ao excesso de gordura localizada na parede torácica.…
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Sexta, 03 Abril 2020 10:43

COVID-19 e Obesidade

A pandemia atual pelo coronavírus (COVID-19) tem desafiado os sistemas de saúde do mundo todo. Embora a maioria dos casos tenha evolução leve, cerca de 15% dos pacientes apresentam evolução grave, sendo que 5% destes necessitarão de cuidados intensivos. A partir de dados oriundos do Reino Unido, Estados Unidos e Espanha, tem-se observado que pacientes com excesso de peso apresentam maior risco de evolução para as formas graves da doença. A relação entre as duas doenças (infecção pela COVID-19 e obesidade) passou inicialmente despercebida no início da epidemia, provavelmente por ser a obesidade muito menos prevalente na China que em países como o Reino Unido e os Estados Unidos. Pacientes com obesidade apresentam com maior frequência outras doenças metabólicas associadas ao excesso de peso, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial e doença cardiovascular, todas mais frequentes entre pacientes com a forma mais grave de COVID-19. Além disso, a obesidade é fator de risco para infecções em geral e para evolução mais grave da infecção tendo em vista que estes pacientes apresentam uma capacidade ventilatória reduzida e maior dificuldade de tratamento das complicações respiratórias em unidades de tratamento intensivo. Estes dados aumentam a preocupação quanto à pandemia em um país em que mais da metade da população está acima do peso, como no Brasil. Conforme dados nacionais do VIGITEL 2018, 56% da população apresenta sobrepeso (IMC maior ou igual a 25…
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Quinta, 17 Outubro 2019 22:49

Quantos passos você dá por dia?

Você já ouviu falar em pedômetros? Pedômetros são aparelhos que medem o número de passos por dia, sendo usados por pesquisadores e profissionais da saúde como forma de estimar de forma simples o nível de atividade física de um indivíduo. Com base nas evidências atualmente disponíveis, os pontos de corte tem sido: Recomenda-se como meta 10.000 passos por dia com vistas à manutenção da saúde para adultos saudáveis, o que corresponde à aproximadamente 1 hora de atividade física por dia, que pode ser contabilizada cumulativamente. De acordo com uma revisão que incluiu 26 estudos (8 ensaios clínicos randomizados e 18 estudos observacionais), o uso de pedômetros pelos pacientes aumentou seu nível de atividade física em quase 30%, com redução significativa do IMC e da pressão sistólica em relação aos indivíduos que apenas receberam orientação sobre atividade física. Além disso, aqueles que receberam prescrição de metas de passos por dia mais frequentemente aumentaram seus níveis de atividades por dia em relação àqueles que apenas foram orientados a usar o pedômetro. Obviamente o uso de pedômetro não é obrigatório para classificar ou monitorar o nível de atividade física de um indivíduo mas pode ser uma estratégia interessante como forma de motivar os pacientes a movimentar-se mais, especialmente se orientado metas a serem obtidas!! Referências How Many Steps/Day Are Enough? Sports Medicine, January 2004; 34(1): 1-8 Using Pedometers to Increase Physical Activity and…
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O ganho de peso é um efeito adverso que pode ocorrer com o uso de medicações para tratamento de problemas psiquiátricos, destacando-se a classe dos antidepressivos e antipsicóticos. Alguns antidepressivos podem causar desde um discreto aumento do peso a um ganho superior a 10% do peso inicial em indivíduos suscetíveis. Vale ressaltar que este efeito indesejável sobre o peso não está relacionado à efetividade do antidepressivo, podendo ocorrer com diferentes doses e também em indivíduos em uso destas medicações para tratamento de outros transtornos, como dores neuropáticas e distúrbios de ansiedade. São vários os mecanismos responsáveis pelo ganho de peso, sendo o principal o aumento do apetite e consequentemente uma maior ingestão de alimentos mais palatáveis, isto é, aqueles com maior teor de açúcar e gordura. Alguns antidepressivos causam também uma sensação de boca seca e consequentemente maior ingestão de líquidos, especialmente bebidas açucaradas, associadas a maior adiposidade visceral (obesidade abdominal), piora do perfil lipídico e maior resistência insulínica. Por fim, uma redução do metabolismo tem sido descrita com o uso dos tricíclicos, uma classe mais antiga de antidepressivos. Apesar de todos estes mecanismos contribuírem para o ganho de peso, o efeito exato do antidepressivo sobre o peso é difícil de quantificar uma vez que o distúrbio psiquiátrico em si pode causar alterações no apetite. Além disso, indivíduos com problemas psiquiátricos podem fazer menos exercícios e serem menos ativos nas…
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