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Artigos

Aproximadamente 30% das crianças entre 5 a 9 anos e 20% dos adolescentes no Brasil estão acima do peso.Conforme estudo recententemente publicado, quase 50% das crianças que desenvolveram obesidade entre 5 a 14 anos já apresentavam excesso de peso nos primeiros anos de vida e 36% das crianças que nasceram com peso excessivo tornaram-se adolescentes com sobrepeso ou obesidade.Esses achados sugerem que um componente substancial da obesidade infantil é estabelecido até os 5 anos de idade e reforçam a importância do ambiente doméstico e pré-escolar bem como dos fatores intrauterinos, além da predisposição genética, no desenvolvimento da obesidade.Dessa forma, esforços para prevenção da obesidade focados precocemente na criança podem contribuir significativamente para evitar o surgimento desta doença em crianças suscetíveis.Abaixo, confira 5 dicas para previnir a obesidade na infância e adolescência:1. Evite dar ao seu filho alimentos com elevado valor calórico e pobre em nutrientes, como refrigerantes, sucos de frutas industrializados, fast foods e alimentos ultraprocessados;► Infelizmente, 30 a 40% da alimentação das crianças e adolescentes é proveniente de bebidas açucaradas e lanches ultraprocessados; ► A ingestão de bebidas açucaradas está associada ao aumento do peso, da circunferência abdominal e redução do HDL (colesterol bom); ► Prefira a ingestão da fruta inteira mais do que o suco da fruta, pois a fruta fornece um maior benefício nutricional além de causar maior saciedade.2. Estimule a prática regular de atividade física► A…
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Frequentemente pacientes chegam à consulta médica referindo desejo de perder peso mas revelam anseio de terem mais dificuldade na obtenção de resultados pelo fato de serem portadores de hipotireoidismo.Pois bem, será que pacientes com hipotireoidismo apresentam maior dificuldade na perda de peso?♦ O hipotireoidismo decorre de uma deficiência dos hormônios tireoidianos mais comumente causado por uma destruição auto-imune da tireoide (conhecida como tireoidite de Hashimoto). Esta condição afeta aproximadamente 2 a 5% da população adulta, sendo mais frequente em mulheres e pacientes acima de 65 anos.♦ O hipotireoidismo pode afetar o funcionamento de qualquer órgão ou sistema. As manifestações clínicas são bastante variáveis e usualmente imprecisas, variando conforme o grau de deficiência hormonal. As queixas mais comuns consistem em cansaço, intolerância ao frio, constipação (intestino preso), pele seca e ganho de peso.♦ Pacientes com hipotireoidismo não tratado apresentam um acúmulo de ácido hialurônico e outras glicosaminoglicanas* na pele, o que acarreta uma retenção hídrica generalizada. Em decorrência da deposição excessiva destas substâncias, pacientes com hipotireoidismo podem apresentar um ganho discreto de peso, geralmente não superior a 2 – 3 kg, correspondente à retenção hídrica (edema ou inchaço).♦ Ao contrário da crença popular, o tratamento de pacientes com hipotireoidismo pode resultar numa perda de peso usualmente inferior a 10% do peso corporal, correspondendo à resolução da retenção hídrica acima descrita. Entretanto, a maioria dos pacientes não apresenta mudança no peso após…
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O uso de pílula anticoncepcional é o método mais utilizado entre mulheres em idade reprodutiva para evitar uma gestação não planejada. Os contraceptivos hormonais mais comumente utilizados consistem numa associação entre um estrogênio, em geral, o etinilestradiol e um progestagênio (formulações combinadas).Desde a década de 60, eventos tromboembólicos, como a trombose venosa e a embolia pulmonar têm sido associados ao uso das pílulas contraceptivas.Trombose venosa refere-se à formação de coágulos dentro de uma veia, podendo este desprender-se e causar um evento mais grave, ameaçador à vida, como uma embolia pulmonar.A incidência, ou seja, o número de casos novos de trombose venosa em mulheres não grávidas e não usuárias de pílula é de 1 a 5 casos para cada 10.000 mulheres por ano, aumentando para 5 a 20 casos entre gestantes e 40 a 65 casos em mulheres no período do pós-parto (primeiros 3 meses) para cada 10.000 mulheres por ano.Mulheres em uso de anticoncepcional oral combinado apresentam, em média, um risco três vezes maior de tromboembolismo venoso quando comparadas às não usuárias. Importante ressaltar que o risco de trombose com a pílula é maior nos primeiros meses de uso e tende a reduzir com o passar do tempo.As pílulas contraceptivas são classificadas em várias categorias, conforme a dose do estrogênio e o tipo do progestagênio associado.Os riscos e os efeitos adversos dos anticoncepcionais são influenciados pelo tipo, dose e via…
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O número de pacientes acometidos pelo diabetes tipo 2 tem aumentado simultaneamente à epidemia crescente de pacientes com excesso de peso, fenômeno observado mundialmente, porém de forma mais preocupante em países em desenvolvimento como o Brasil.Os dados na literatura são consistentes em demostrar que o tratamento da obesidade pode retardar e/ou evitar a progressão do pré-diabetes para o diabetes, bem como ter benefícios no controle glicêmico de pacientes com diabetes tipo 2.Em pacientes com excesso de peso, uma perda modesta (5 a 10% do peso inicial), porém sustentada de peso é capaz de produzir melhora significativa dos níveis de glicose com redução do número de medicações para o controle da doença.O tratamento cirúrgico da obesidade, a cirurgia bariátrica (“cirurgia de redução do estômago”) pode ser uma opção para tratar pacientes com diabetes tipo 2, conforme o índice de massa corporal (IMC) e o controle da doença.Em paralelo à perda de peso, ocorre uma melhora significativa no controle do diabetes. Mecanismos hormonais, além da perda de peso, contribuem para a melhora dos níveis de insulina e glicose após a cirurgia.♦ Mas afinal, a cirurgia é capaz de curar o diabetes tipo 2?Por tratar-se de uma doença crônica, o diabetes não tem cura, mas pode apresentar remissão após uma perda significativa de peso, induzida por dieta ou por cirurgia. Remissão do diabetes é geralmente definida pela manutenção dos níveis de hemoglobina glicada…
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Doença hepática gordurosa não alcoólica, mais popularmente conhecida como "gordura no fígado", representa a doença hepática mais comum no mundo.É caracterizada por uma infiltração gordurosa que pode estar associada a uma inflamação no fígado na ausência de causas secundárias como ingestão significativa de álcool*, uso de algumas medicações, como corticoide, ácido valproico, alguns antirretrovirais, amiodarona, e doenças hereditárias que possam causar dano progressivo ao fígado, conforme figura abaixo.A importância desta condição recai sob o fato de estar associada à doença hepática terminal, como cirrose e maior risco de câncer de fígado.Estima-se que 15 a 30% da população adulta em geral apresenta doença hepática gordurosa não alcoólica. Entretanto, sua presença pode subir para 50% em pacientes com diabetes tipo 2 e para 90% em pacientes com obesidade. Isso porque tanto o diabetes tipo 2 quanto a obesidade caracterizam-se por um estado de maior resistência à ação da insulina, fator associado a um maior acúmulo de gordura hepática, com consequente maior dano ao fígado.E o problema, infelizmente, não se restringe apenas aos adultos: é estimado que cerca de 10% das crianças acima do peso apresentem gordura no fígado!Parte do conteúdo de gordura no fígado é oriunda de ácidos graxos liberados do tecido adiposo e parte pela produção de gordura pelo próprio fígado e pela alimentação.Tendo em vista que a qualidade dos alimentos é importante no manejo desta condição, modificações em hábitos alimentares…
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