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Quarta, 21 Junho 2017 14:21

Uso de antiácidos e o risco de fratura

Os inibidores da bomba de prótons, dentre eles o omeprazol, esomeprazol, lansoprazol e pantoprazol, são medicações supressoras da produção de suco gástrico utilizadas para o tratamento de doenças como, por exemplo, refluxo gastroesofágico, úlceras no estômago e gastrite.Desde o seu lançamento no mercado em 1989, esta classe de medicação tornou-se a terceira mais vendida no mercado norte-americano.O tratamento antissecretório de manutenção com estas medicações tem gerado preocupações sobre a segurança com seu uso no longo prazo a partir de relatos de aumento no risco de fraturas em pacientes em tratamento por muitos anos.Em 2011, a agência reguladora americana (FDA) emitiu uma nota de alerta sobre um possível aumento no risco de fraturas de fêmur, coluna e punho com o uso dos inibidores da bomba de prótons em altas doses ou com o uso prolongado.Embora sejam medicações altamente efetivas para o manejo de distúrbios gastrintestinais, o uso abusivo / excessivo infelizmente é comum e muitas vezes, por não necessitarem de receituário controlado, são usados sem orientação médica e por tempo indeterminado.Diversos mecanismos associando o uso dos inibidores ao maior risco de fraturas têm sido descritos. É provável que os inibidores tenham efeitos diretos sobre a mineralização óssea. Além disso, por elevarem o Ph do estômago, estas medicações podem reduzir a absorção de cálcio.Apesar de a evidência ser oriunda de estudos observacionais e, portanto, sujeita a fatores confundidores na interpretação dos resultados,…
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Múltiplos regimes terapêuticos estão disponíveis para evitar e/ou tratar a perda de massa óssea em mulheres após a menopausa e em idosos.O primeiro passo tanto na prevenção quanto no tratamento da osteopenia ou osteoporose é avaliar se a ingestão de cálcio e de vitamina D estão adequadas. Níveis adequados de vitamina D são importantes para garantir a absorção intestinal de cálcio.Na maioria das vezes, uma ingestão de 1200 mg de cálcio associado a 800 ui de vitamina D são suficientes para garantir a saúde óssea.A ingestão adequada de cálcio pode ser alcançada com uma combinação de cálcio dietético (confira a tabela abaixo) mais suplementação, se necessário.Embora alguns estudos observacionais tenham mostrado uma associação positiva entre um maior consumo de cálcio dietético com um menor risco de hipertensão arterial, diabetes tipo 2 e eventos cardiovasculares, a maioria dos estudos não mostrou qualquer relação de benefício entre a ingestão dietética de cálcio e proteção cardiovascular.E em relação aos comprimidos de cálcio, será que a suplementação confere algum benefício em termos de eventos cardiovasculares (infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral)?Para responder a esta pergunta, uma série de estudos têm sido conduzidos com resultados bastante heterogêneos.Em contraste aos achados com a ingestão dietética de cálcio, a suplementação de cálcio mostrou um aumento no risco de eventos cardiovasculares em estudos observacionais. Já os resultados a partir dos ensaios clínicos controlados por placebo, estudos com…
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A obesidade é a condição médica mais comum em mulheres em idade reprodutiva. Além disso, cerca de 50 a 60% das mulheres com excesso de peso ganham acima das recomendações atuais durante a gestação.Tanto a obesidade antes da gestação quanto o ganho excessivo de peso durante a gestação acarretam implicações adversas para o binômio mãe-bebê.Evidências robustas na literatura sugerem uma relação linear entre o grau de obesidade com o peso do recém-nascido. Bebês muito grandes (peso acima do percentil 90 para a idade gestacional) ou pesando mais do que 4 kg ao nascimento apresentam maior predisposição à obesidade na infância, adolescência e na vida adulta. Ter um pai obeso aumenta o risco de obesidade no bebê em 2 a 3 vezes a até 15 vezes mais se ambos os pais forem obesos. A obesidade materna pode alterar a epigenética intraútero do bebê, de forma a induzir mudanças permanentes nas rotas metabólicas fetais e portanto aumentando o risco de obesidade e as comorbidades associadas (hipertensão arterial, diabetes tipo 2, doença cardiovascular) na infância e na vida adulta.Além disso, gestantes obesas apresentam elevado risco de terem bebês com anormalidades congênitas, incluindo má formação cardíaca, defeitos orofaciais, redução de membros, dentre outros. Os estudos sugerem que o risco de defeitos congênitos seja proporcional ao grau de obesidade materna.Outra preocupação importante refere-se ao risco elevado de asfixia periparto, sofrimento e morte fetal. De acordo…
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Devido à dificuldade em manter uma restrição dietética continuada para perda de peso, tem-se popularizado a prática do “jejum intermitente”, caracterizado por períodos de restrição calórica significativa (dieta de aproximadamente 500 kcal ou 25% do total de calorias por dia) durante 1 a 4 dias por semana alternando com períodos de ingestão alimentar sem restrição.A restrição calórica intermitente tem sido promovida como potencialmente superior à restrição calórica contínua sob a crença de que é mais fácil restringir calorias apenas alguns dias da semana.Os efeitos desta restrição periódica tem sido avaliados recentemente em humanos em estudos de curta duração com achados de melhora do perfil lipídico, pressão arterial e da sensibilidade insulínica (mecanismo do diabetes tipo 2).Entretanto, os efeitos em longo prazo permanecem desconhecidos.Para avaliar o efeito da restrição calórica intermitente em relação a uma dieta hipocalórica convencional, um estudo foi conduzido nos EUA durante 1 ano (Fase de perda de peso (primeiros 6 meses) e Fase de manutenção (6 meses seguintes) em 100 indivíduos obesos.Este é o primeiro estudo a avaliar os efeitos do “jejum intermitente” no longo prazo.Surpreendentemente, ao contrário da crença vigente até então, os pacientes que fizeram uma restrição intermitente tiveram maiores taxas de abandono ao tratamento ao final de 1 ano.Além disso, a restrição intermitente não foi superior à restrição continuada na perda de peso, nem na manutenção do peso perdido, tampouco nos marcadores de risco…
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Atualmente existem cerca de 250 espécies de canela, quatro das quais têm sido usadas como iguaria culinária. A canela verdadeira ou Cinnamomum verum/C. zeylanicum é uma árvore nativa do Sri Lanka. Já a canela cássia chinesa (Cinnamomum cassia) é uma das espécies mais amplamente disponível. A canela tem seu nome derivado de uma palavra grega que significa madeira doce, sendo obtida da parte interna da casca do tronco. É bastante utilizada na culinária como aromatizante e condimento assim como na preparação de certos tipos de chocolate e licores. Além disso, suplementos fitoterápicos à base de extrato de canela têm sido vendidos para tratamento da obesidade, diabetes e dislipidemia (aumento dos níveis de colesterol).Mas quais são as bases fisiopatológicas para o seu uso?No início dos anos 90, foram descritos efeitos benéficos da canela sobre a redução da glicemia e melhora do perfil lipídico em estudos com animais. A canela contém substâncias biologicamente ativas que atuam nas vias de sinalização insulínica, resultando em menor resistência à ação da insulina, mecanismo associado ao surgimento do diabetes. Além disso, propriedades anti-oxidantes e anti-inflamatórias têm sido descritas em estudos experimentais envolvendo células em laboratório e estudos em animais.Mas em humanos, estes efeitos também são reprodutíveis?No início dos anos 2000, um estudo realizado no Paquistão avaliando a suplementação da canela em pacientes com diabetes tipo 2 encontrou uma redução significativa dos níveis de glicose (entre 18…
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