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Segunda, 02 Novembro 2020 22:00

Suplementação de vitamina D: sol, dieta ou cápsulas? Destaque

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  • Quando há necessidade de suplementação de vitamina D, o que seria mais apropriado: exposição solar, dieta ou cápsulas?

    A vitamina D é um pré-hormônio que necessita ser convertida a partir dos seus precursores, colecalciferol (vitamina D3) e ergocalciferol (vitamina D2), a sua forma ativa para exercer seus efeitos sobre a regulação do cálcio e o metabolismo ósseo.

    Tanto o ergo quanto o colecalciferol podem ser obtidos a partir da dieta, por meio de peixes gordurosos de água fria, tais como atum e salmão, óleo de fígado de bacalhau, gema do ovo, cogumelos, além dos alimentos fortificados em vitamina D. Entretanto, a quantidade de vitamina D encontrada nestes alimentos costuma ser bastante inferior à dose diária recomendada com vistas à manutenção da saúde óssea.

    A vitamina D também pode ser obtida a partir da síntese endógena após exposição solar aos raios UVB.

    E quanto de sol é necessário?
    Essa recomendação é variável de acordo com alguns fatores como idade do paciente e fototipo de pele. De forma geral, para que ocorra uma produção efetiva de vitamina D, é necessário que os braços, as pernas e o rosto fiquem descobertos, sem uso de filtro de proteção solar, entre 10 e 15 horas, durante cerca de 15 a 20 minutos, na maioria dos dias da semana.

    Lembrando que os raios UVB podem provocar queimaduras e câncer de pele enquanto os raios UVA aceleram o envelhecimento da pele. Além disso, não há uma dose exata de sol que o paciente possa se expor sem que ocorra um aumento do risco de câncer ou envelhecimento precoce da pele.

    Em resumo, as fontes de vitamina D podem ser:

    1.     Dietética – fonte escassa e normalmente insuficiente para repor a quantidade diária mínima recomendada;

    2.     Exposição solar – deve ser evitada em indivíduos com alguma contra-indicação, como aqueles com maior risco de câncer de pele, transplantados ou portadores de lúpus.

    3.     Suplementação – quando necessária, é feita através de gotas ou cápsulas, diária ou semanalmente. Lembrando que as formulações manipuladas devem ser evitadas pelo maior risco de erros na dosagem e intoxicação.

     
    Converse com o seu médico endocrinologista para avaliar a necessidade de suplementação de vitamina D bem como qual a melhor estratégia de acordo com as suas particularidades.
     
    Referências:
    1. Recomendações da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) para o diagnóstico e tratamento da hipovitaminose D. Arq Bras Endocrinol Metab. 2014;58(5):411-33
    2. There are no 'safe exposure limits' for phototherapy. Br J Dermatol 2010; 163:209.
 
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Lido 56 vezes Última modificação em Quarta, 16 Dezembro 2020 09:13

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