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Artigos

As oleaginosas, representadas pelas castanhas, nozes, avelãs, amendoim, amêndoas, dentre outras, são alimentos ricos em gordura insaturada, fibras, vitaminas e diversos compostos bioativos, tais como antioxidantes fenólicos (resveratrol) e fitoesterois com propriedades hipolipemiantes (redução da absorção do colesterol).Uma associação positiva entre o consumo regular de oleaginosas com um risco reduzido de doença coronariana tem sido demonstrada em diversos estudos.Por causa dessa constatação de benefício, a agência americana de regulação de medicamentos e alimentos (Food and Drug Administration - FDA) sugeriu que um consumo médio de 43 gramas por dia de oleaginosas, como parte de uma alimentação saudável, é capaz de reduzir o risco de doença cardíaca.O amendoim, em especial, possui a maior quantidade de proteínas, por porção, quando comparado às demais oleaginosas. Além disso, aproximadamente metade da gordura presente no amendoim é monoinsaturada, um tipo de gordura que auxilia na redução do colesterol total e do LDL (colesterol ruim).Além disso, mais recentemente descobriu-se que o amendoim é uma ótima fonte de resveratrol, um antioxidante da família dos polifenois, amplamente encontrado na semente da uva e no vinho tinto. Alguns estudos têm mostrado uma ação protetora desse antioxidante em relação a doenças cardiovasculares, como infarto do miocárdio e AVC, doenças neurodegenerativas, incluindo Alzheimer e câncer.Mas o amendoim não pode dificultar a perda de peso ou mesmo levar a um ganho de peso? Questionam alguns pacientes.O consumo moderado (entre 28 a 42…
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Quarta, 07 Fevereiro 2018 15:38

"0% de gordura TRANS" - será mesmo?

Você já se questionou alguma vez se aquela bolachinha ou biscoito constando no rótulo “0% de gordura TRANS” realmente não contém esta gordura?Gorduras TRANS são formadas, durante o processo de hidrogenação industrial que transforma óleos vegetais líquidos em gordura sólida à temperatura ambiente, com o objetivo de melhorar a textura, o sabor, a consistência e também a duração do alimento.Esta gordura pode ser encontrada principalmente em alimentos ultraprocessados, como biscoitos, sorvetes, batatas fritas, salgadinhos de pacote, bolos, frituras em geral, margarinas, dentre outros.Por estar associada ao aumento dos níveis de colesterol total e de LDL (colesterol ruim), bem como à redução do HDL (colesterol bom), a ingestão deste tipo de gordura não é recomendável.Por isso, desde 2006, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) exige que os níveis de gordura TRANS sejam descritos no alimento, sob uma de três formas:“0% de gordura TRANS” fica reservado aos alimentos que apresentarem um máximo de 0,2 g de gorduras TRANS por porção do produto!Isso não significa que você não esteja consumindo esta gordura!Além disso, se, em um biscoito constar "ausência de gordura TRANS por porção", e a porção corresponder a 3 biscoitos por exemplo, se você ingerir 5 biscoitos estará ingerindo gordura TRANS.Portanto, fique atento e comece a prestar mais atenção na lista de ingredientes e nos rótulos dos alimentos que você esta ingerindo!Fontes: 1. portal.anvisa.gov.br/documents/33880/2568070/res0360_23_12_2003.pdf/5d4fc713-9c66-4512-b3c1-afee57e7d9bc 2. publicacoes.cardiol.br/2014/diretrizes/2017/02_DIRETRIZ_DE_DISLIPIDEMIAS.pdf 3. jaha.ahajournals.org/content/5/1/e002891
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Muitos pacientes ficam em dúvida sobre a necessidade de usar suplementos à base de proteínas, como o whey protein, para ganho de massa muscular.Por ser uma pergunta recorrente no consultório, vou comentar um pouco sobre as indicações de uso bem como as principais diferenças entre os tipos de whey.Antes de prescrever suplemento, alguns aspectos importantes devem ser considerados.Inicialmente, a alimentação deve ser revisada, sobretudo em relação à quantidade de proteínas ingeridas na dieta.Além disso, deve-se calcular o total de proteínas por dia que o paciente deveria estar ingerindo conforme o seu peso e o seu nível de atividade física.Quando a ingestão alimentar for inferior ao mínimo recomendado, pode-se prescrever o whey protein para complementar a dieta.Outro aspecto a ser considerado durante a consulta é o tipo de exercício que o paciente realiza, se aeróbico ou resistido, bem como os seus objetivos, se desejo por melhora do condicionamento físico ou ganho de massa muscular.Se o objetivo for ganho de massa muscular, uma alimentação com a quantidade adequada de proteína combinada à prática regular de exercício resistido, como a musculação, é suficiente. Mas então o uso de whey não é obrigatório nestes casos? A resposta é: Não!O whey protein pode ser usado no sentido de ser mais conveniente, sobretudo em pacientes que necessitem de um aporte maior de proteínas por dia. Muitas vezes é dicífil adequar a quantidade mínima diária de proteínas…
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A inatividade física tem sido considerada um dos grandes problemas de saúde pública, por ser o fator de risco cardiovascular mais prevalente.Os dados do último levantamento brasileiro impressionam: apenas 33% da população adulta realiza alguma atividade física!Mulheres, pessoas de maior idade e aqueles com menor escolaridade representam o grupo de menor prevalência de atividade física.A prática regular de exercícios apresenta inúmeros benefícios em diversos sistemas no organismo que vão desde o estímulo à formação de novos neurônios à redução da mortalidade geral.Abaixo, confira os principais benefícios do exercício físico comprovados por estudos científicos.1. Ganho de massa magra e melhora da força muscular► Você sabia que começamos perder massa muscular após os 30 anos? E esta perda torna-se mais pronunciada durante o climatério e a menopausa, por volta dos 45 a 50 anos.► Estima-se que exista uma perda de 40% da massa muscular entre indivíduos com 80 anos.► A perda de massa muscular (conhecida como sarcopenia) está associada a uma redução da força muscular, um achado frequentemente visto em indivíduos com mais de 60 anos.► A sarcopenia, por sua vez, aumenta o risco de quedas e consequentemente de fraturas, hospitalização e mortalidade.► Nesse sentido, o exercício, especialmente o resistido (exercício que envolva alguma carga, como a musculação), reduz consideravelmente a perda de massa muscular relacionada à idade.2. Maior chance de manutenção do peso► Conforme os resultados de um estudo, que acompanhou…
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O período pós-parto começa logo após o parto e termina entre 6 a 8 semanas, período em que a maioria das mudanças fisiológicas ocorridas na gestação retorna ao normal.Retenção de peso após o parto costuma ser definida como a diferença entre o peso antes da gestação e o peso em determinado período após a gestação, usualmente em 6 ou 12 meses, conforme abaixo:► É estimado que a retenção de peso em 6 meses seja, em média, de 5,5 kg, sendo que 25% das mulheres retêm mais do que 9 kg após uma gestação!► Diversos fatores influenciam a retenção de peso após a gestação, sendo os mais importantes o IMC pré-gestacional (quanto maior o IMC maior a retenção), um ganho de peso acima das recomendações durante a gestação, mulheres negras e amamentação por menos do que 6 meses (confira os principais fatores na tabela abaixo). A maioria das mulheres com sobrepeso (64%) e obesidade (51%) infelizmente acaba ganhando mais peso do que o recomendado durante a gestação.Também é provável que o ganho excessivo no primeiro trimestre esteja mais intimamente relacionado à maior retenção de peso no pós-parto do que o ganho no segundo e terceiro trimestres.► A amamentação, por outro lado, por gerar um gasto energético de aproximadamente 625 kcal ao dia, favorece a perda de peso. ► Em relação a melhor estratégia para redução do peso após o parto, a…
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