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Artigos

A cafeína, presente naturalmente em grãos de café, chás e chimarrão, por exemplo, pertence ao grupo das metilxatinas, substâncias com efeito estimulante sobre o sistema nervoso central.A cafeína apresenta propriedades diuréticas, inibindo a reabsorção de sódio pelo rim e com isso aumentando a excreção de água. Mas o quão importante é este efeito diurético?Conforme uma revisão de estudos na literatura, o consumo médio de 300 mg por dia (equivalente a aproximadamente 2 a 3 xícaras de café tradicional, 5 colheres de chá de café solúvel, 5 a 8 xícaras de chá preto ou verde, 300 ml de chimarrão, por exemplo) foi associado a um aumento de aproximadamente 100 ml na diurese!Sendo que este efeito sobre a diurese é transitório e ocorre nos primeiros dias de uso, cessando em seguida devido à tolerância com o consumo regular!Portanto, doses moderadas de cafeína (de 300 a 400 mg/dia) não apresentam efeito diurético significativo quando consumidas regularmente por indivíduos saudáveis!
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Uma estratégia interessante que vem sendo estudada para reduzir a ingestão de calorias durante as refeições é o consumo de água antes ou durante as refeições principais. De acordo com uma revisão de estudos sobre este tema, indivíduos com excesso de peso submetidos a uma dieta hipocalórica que ingeriram água (cerca de 2 copos ou ~500 ml), 30 a 60 minutos antes das refeições, apresentaram uma perda de peso adicional de aproximadamente 1 kg em relação àqueles que fizeram apenas a dieta. Outro achado interessante foi que, entre adultos acima de 55 anos que tinham por hábito ingerir água 30 minutos antes das refeições, a remoção da água previamente à refeição resultou em um aumento de aproximadamente 9% na ingestão de calorias. Já beber água durante a refeição parece ter efeitos mais discretos sobre o peso e a ingestão calórica. E antes que perguntem, ingerir água com as refeições não atrapalha a digestão, nem reduz a absorção de nutrientes ou de vitaminas. Portanto, o hábito de ingerir água antes das refeições pode ser usado como uma estratégia adicional para auxílio no controle do peso, tendo em vista que a ingestão de água previamente auxilia na sensação de plenitude, importante para pacientes que estão em um programa de emagrecimento. Referências 1. Efficacy of water preloading before main meals as a strategy for weight loss in primary care patients with obesity: RCT.…
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Sábado, 13 Junho 2020 21:12

Be stronger than your excuses

Essa frase tem ainda mais força em épocas difíceis como esta que estamos vivendo. Você já parou para pensar que não existe um momento ideal para iniciar um tratamento para controle do peso? Da mesma forma, não haverá um tempo ideal para você se exercitar. Não sabemos quando essa pandemia vai passar. E quando passar, outros desafios e dificuldades surgirão, pois isso é viver! Por isso, não fique esperando as condições perfeitas para mudar. Comece devagar, incorporando pequenos hábitos gradualmente. Mudanças radicais não são sustentáveis no longo prazo! Nos momentos livres aprenda a preparar uma refeição mais saudável e crie gosto por isso. Procure uma atividade física prazerosa e não uma que tenhas que fazer para "atingir metas". As mudanças precisam ser mantidas no longo prazo para manutenção dos resultados. Por isso, estabeleça metas factíveis de serem alcançadas com aumentos graduais conforme a sua evolução! O importante é mover-se em direção aos resultados HOJE! Pequenos passos diários nos conduzem a lindas jornadas!
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A presença de obesidade aumenta a vulnerabilidade a infecções. Análises recentes sobre o perfil dos pacientes que contraíram a COVID-19 têm mostrado uma evolução mais grave e maior mortalidade entre aqueles com excesso de peso. Indivíduos portadores de obesidade apresentam maior concentração de citocinas pró-inflamatórias produzidas principalmente pelo tecido adiposo visceral, gordura localizada na região abdominal. Esse estado de inflamação crônica resulta em uma resposta imune prejudicada frente a uma infecção viral. A ativação reduzida de macrófagos (células de defesa) após a apresentação de um agente infeccioso explica a menor resposta vacinal em indivíduos obesos. Além disso, os altos níveis de leptina (uma adipocina pró-inflamatória) e os baixos níveis de adiponectina (uma adipocina anti-inflamatória) encontrados em pacientes acima do peso contribuem para a desregulação da resposta imune. Outro problema importante entre indivíduos com obesidade é o sedentarismo ou o baixo nível de atividade física. A atividade física reduzida prejudica a resposta imunológica contra agentes infecciosos em várias etapas da resposta imune, incluindo a ativação de macrófagos e a inibição de citocinas pró-inflamatórias. Já a realização regular de atividade física é capaz de reduzir o risco de complicações entre indivíduos com infecção ao fortalecer a nossa imunidade por múltiplos mecanismos. Também é importante considerar como causa potencial para uma evolução menos favorável entre indivíduos obesos a ventilação pulmonar prejudicada por questões mecânicas relacionadas ao excesso de gordura localizada na parede torácica.…
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Sexta, 03 Abril 2020 10:43

COVID-19 e Obesidade

A pandemia atual pelo coronavírus (COVID-19) tem desafiado os sistemas de saúde do mundo todo. Embora a maioria dos casos tenha evolução leve, cerca de 15% dos pacientes apresentam evolução grave, sendo que 5% destes necessitarão de cuidados intensivos. A partir de dados oriundos do Reino Unido, Estados Unidos e Espanha, tem-se observado que pacientes com excesso de peso apresentam maior risco de evolução para as formas graves da doença. A relação entre as duas doenças (infecção pela COVID-19 e obesidade) passou inicialmente despercebida no início da epidemia, provavelmente por ser a obesidade muito menos prevalente na China que em países como o Reino Unido e os Estados Unidos. Pacientes com obesidade apresentam com maior frequência outras doenças metabólicas associadas ao excesso de peso, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial e doença cardiovascular, todas mais frequentes entre pacientes com a forma mais grave de COVID-19. Além disso, a obesidade é fator de risco para infecções em geral e para evolução mais grave da infecção tendo em vista que estes pacientes apresentam uma capacidade ventilatória reduzida e maior dificuldade de tratamento das complicações respiratórias em unidades de tratamento intensivo. Estes dados aumentam a preocupação quanto à pandemia em um país em que mais da metade da população está acima do peso, como no Brasil. Conforme dados nacionais do VIGITEL 2018, 56% da população apresenta sobrepeso (IMC maior ou igual a 25…
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